sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Padre Kolbe e o amor maior

O Natal se aproxima e é sempre a Palavra de Deus que ilumina o nosso caminho de crentes. De discípulos do Senhor.

“Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único... A luz veio ao mundo”. (Jo 3,16.19)

A iniciativa é de Deus e diz respeito ao seu amor pela fraqueza, pela nossa fraqueza. Um amor que não está fundamentado em um bem que Ele vê em nós, mas que é pura gratuidade. “Deus – dirá Paulo – nos dá prova do seu amor por nós pelo fato que quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” .
Deus sempre irrompe na vida humana assim como é e resolve os nossos limites assumindo-os.

“Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho”. São palavras que explicam o segredo da vida: amar equivale a dar.
Deus não pede. Deus dá. Deus não exige nada e dá tudo. “Dar” é um verbo tão simples que  resume o coração de Deus: dar sem condições. Dar e basta.
Deus escreveu no mais profundo do coração do homem a palavra amor.

“Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu filho único”. O ponto de encontro entre Deus e o mundo é o amor. Um mundo amado, eu amado.

Diante desta realidade sublime padre Kolbe fascinado, exclama:

“Quem ousaria supor que tu, Deus infinito, eterno, me amaste há séculos, ou ainda antes dos séculos?... Mesmo ainda não existindo, tu já me amavas, e exatamente pelo fato que me amavas, ó bom Deus, me chamaste do nada à existência!...

Por mim criaste os céus constelados de estrelas, por mim a terra, os mares, os montes, os rios e tantas, tantas coisa belas que há na terra... Mas isto não basta: para me mostrar de perto que me amas com tanta ternura, desceste das mais puras delícias do paraíso sobre esta terra contaminada e cheia de lágrimas…, levaste uma vida em meio a pobreza, às fadigas, aos sofrimentos; e enfim, desprezado e humilhado, quiseste ser pendurado entre tormentos em um torpe patíbulo no meio de dois  canalhas... Ó Deus de amor, redimiste-me deste modo terrível e generoso!...

Quem ousaria supor?...

Permaneceste nesta terra no Santíssimo e admirável Sacramento do altar... Agora o teu Sangue corre no meu sangue, o teu amor envolve a minha vida, dá-lhe força e a nutre...   O que poderias ter-me dado ainda, ó Deus, depois de ter-me já oferecido a tua vida?... Deste-me uma Mãe...”

Padre Kolbe acolhe o dom de Jesus e se confia à Mãe. Entrega-se totalmente em suas mãos. Com a Imaculada ao seu lado e no seu coração se deixa conduzir sobre os cumes do amor maior.  E Deus continua a sua descida por amor. Desce na noite do homem. Desce no abismo de Auschwitz – no abismo da loucura – e em todos os abismos do mal.

Deus desce no coração de quem o acolhe. E padre Kolbe, aberto ao dom de Deus, tornou-se capaz de ser uma presença de luz nas trevas. Uma testemunha de luz “no vale escuro” do pranto e do terror. 

“Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único”.  Que o  Senhor Jesus nos conceda acolhê-lo no estupor do canto e do louvor como os pastores, no estupor do silêncio e da escuta como Maria, no estupor de uma vida doada como padre Kolbe. Que o Senhor conceda a cada um de nós acolhê-lo no estupor da adesão livre e alegre. E a paz habitará nos nossos corações.

Angela Esposito
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe
Polônia 

Todo o dia 14, as Missionárias da Polônia estarão depositando na cela de Padre Kolbe as intenções enviadas para o e-mail: celakolbe@kolbemission.org