sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Experiência missionária: dizer sim a Deus!

Gessica Jesus Silva, em Jarinu - SP.
Nesse último final de semana (8 e 9/11), fui à cidade de Jarinu, uma cidade próxima de Atibaia - SP, juntamente com a Missionária Adrina Costa e o casal dona Laura e o senhor João, onde fizemos a divulgação da Rádio Imaculada Conceição e da Milícia da Imaculada. No primeiro dia, rezamos o santo terço na casa de uma família de pessoas simples e de muita fé, que queriam ser ouvidas, receber um abraço, um sorriso, que testemunhavam com um brilho no olhar as experiências que tiveram com Deus e a Virgem Maria; foi um momento muito bonito. Eles veneram a Virgem Imaculada de uma forma toda particular, têm por Ela uma confiança, que sinceramente me surpreendeu, eles veem Maria como de fato ela é, uma mãe que cuida, ama e intercede por seus filhos.

Jarinu é uma cidade pequena, porém de um povo com uma fé grandiosa, fiquei encantada com a simplicidade e a acolhida daquelas pessoas, que quando viam a imagem de Nossa senhora, faziam o sinal da cruz, em sinal de respeito; homens, mulheres, idosos e crianças, vi nelas um Deus acolhedor, generoso, um Deus que é bondade, que é amor. O clima, o ar, as pessoas, o perfume da natureza, em tudo se podia sentir a presença de Deus, recordo-me de uma frase de Padre kolbe, que retrata exatamente a sensação que tive: “Tudo que está ao nosso redor é um ato de amor do Sacratíssimo Coração. Tudo que está dentro e fora de nós está repleto de Deus. É amor.”

Só tenho que agradecer ao Senhor por me dar a oportunidade de viver essas experiências, de colocar-me à disposição e poder, a cada dia, dizer o meu sim livre e sincero. Agradeço pelas pessoas que encontro ao longo do caminho, por viver momentos assim, onde se vê o amor de Deus explícito em cada ação, palavra e gesto, alegro-me por fazer de minha vida um testemunho, onde o Deus que é alegria sorri com o meu sorriso, abraça com meus braços, vai ao encontro do outro caminhando com meus passos  e que ama e demonstra amor através das minhas ações.

Que a Virgem Imaculada nos dê força e coragem para prosseguirmos na caminhada sem esmorecer, confiando sempre no Deus que é Amor.

Gessica Jesus Silva
Jovem em experiência no Instituto Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe

terça-feira, 11 de novembro de 2014

“Lázaro, vem para fora!... Tomo o seu lugar”

Neste mês de novembro, dedicado à comemoração dos nossos queridos finados, meditamos, sempre a partir do Evangelho, sobre o sentido da vida eterna que é a vida vivida em Deus. No quarto Evangelho lemos: “Lázaro morreu” diz Jesus aos seus discípulos... “Mas vamos para junto dele” ... Marta... vai ao seu encontro e lhe diz: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido...” ... “Teu irmão ressuscitará... Eu sou a ressurreição e a vida” ... “Jesus chorou”. Este é o único versículo em todo o quarto Evangelho que fala do choro de Jesus. O choro de Jesus deve ser entendido com a expressão “verteu lágrimas”, ou seja, “chorou muito”. Jesus verteu lágrimas pela morte do amigo Lázaro, “chorou muito”. Jesus sente uma profunda perturbação diante da morte (v.33: perturbou-se). O nosso mal o perturba profundamente, mais do que se fosse seu: mexe com ele a ponto de tomar o lugar de Lázaro. De morrer por cada um de nós. Deixa-se tocar “na alma” pela dor das irmãs de Lázaro... e “gritou em alta voz: Lázaro, vem para fora!”. Deus chora e grita. Humaníssimo Jesus! Homem como nós, chora diante da morte do amigo. E ao mesmo tempo Deus para nós, grita a alta voz para dispersar o último inimigo, a morte. Lázaro pode vir para fora porque Cristo está entrando na tumba: “Então os sumos sacerdotes e os fariseus... decidiram matá-lo” (Jo 11,11-52). Inverte-se o antigo adágio: mors tua vita mea para mors mea vita tua (Morte tua vida minha para morte minha vita tua). Desde aquele dia, daquele 14 de nisan do ano 30 d.C., não podemos mais dizer, quando estamos envolvidos no vértice da morte: “Senhor, se estivesses aqui!”. Porque o Senhor Jesus está sempre aqui: não deve vir, porque nunca se foi e nunca deixou de estar aqui – como havia prometido – “todos os dias”. Nunca deixou de nos amar, está chorando conosco. Já começou a nos ressuscitar.

Padre Kolbe, como todos, teme a morte, mas se entrega a ela com fé e abandono. Vence a morte doando a sua vida. Ouvindo o pranto de um condenado à morte, perturba-se profundamente a ponto de pedir ao comandante do campo: “Tomo o lugar dele”. “Mors mea vita tua” não é o desprezo pelo mundo, nem o desprezo pelo corpo. É uma doação de si que funciona como contrapeso ao mal do mundo. O acolhe sobre si anulando-o no fogo do amor.

João Paulo II, em sua primeira viajem à Polônia, dirá em Auschwitz (7 de junho 1979): “Maximiliano kolbe conseguiu uma vitória semelhante a do próprio Cristo, através da fé e do amor … Alcançou a mais árdua das vitórias, a do amor capaz de perdoar e de esquecer”. Proclamou-o “ministro da vida” em Niepokalanòw (18 de junho de 1983), e “ministro da morte” em Auschwitz. São Maximiliano é ministro de toda a existência porque crê que “a morte não se improvisa. Se merece com toda a vida”.

Domingo, 16 de fevereiro, o dia anterior à sua prisão, Padre Maximiliano ditou uma meditação para os seus frades. Entre os pontos tocados estão o amor ao próximo e o perdão recíproco. “… Graças ao amor pela Imaculada me torno capaz de perdoar sempre e completamente. Quando o amor pela Imaculada acaba, apaga-se também o nosso amor recíproco. A Imaculada quer que conservemos a harmonia no amor. Queridos filhos, se na terra vivemos no amor, estamos já antegozando o céu. Tudo passará, mas o amor permanece para sempre. Com a amor entraremos na vida eterna, e no céu, na presença da Imaculada, o amor será purificado e elevado ao seu grau mais alto...”.

No dia seguinte, segunda-feira, 17 de fevereiro, deixando o convento de Niepokalanòw para ser deportado, tem apenas uma recomendação a fazer aos seus frades: “Onde quer que forem, não esqueçam de amar”. O amor é o respiro da sua vida. Ele compreendeu o essencial: o amor é mais forte que a morte (cf. Ct 8,6) . Com esta visão de vida pode cantar: “Qual paz e felicidade sentiremos no leito de morte ao lembrar que muito, muitíssimo nós teremos teremos feito e teremos sofrido pela Imaculada…” (SK 1159).

Que graça também nós podermos dizer, no leito de morte, estas mesmas palavras e tudo que Padre Kolbe confidenciou a Rodolfo Diem, médico em Auschwitz: “Rezei para poder amar a todos sem limites, consagrei minha vida para fazer o bem a todos os homens”.

Que a vida de cada um de nós seja um hino ao amor! E a morte? Um abraço Naquele que é procurado desde sempre. Desde sempre desejado e finalmente encontrado.

Angela Esposito
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe

Polônia

Todo o dia 14, as Missionárias da Polônia estarão depositando na cela de Padre Kolbe as intenções enviadas para o e-mail: celakolbe@kolbemission.org

sábado, 1 de novembro de 2014

Cento Requiem

Esse exercício, em sufrágio das almas do Purgatório, consta dez Pai Nosso e de 100 "Requiem" ("O Eterno Repouso"). Pode-se usar uma simples coroa do Rosário e percorrê-la duas vezes dizendo:


- Um Pai Nosso.

- A invocação: "Meu Jesus, tende misericórdia das almas do Purgatório, especialmente da alma de N. N. e da alma mais abandonada."

- Dez vezes O Eterno Repouso: "Dai-lhes, Senhor, o eterno repouso, entre os resplendores da luz perpétua. Descansem em paz. Amém."

- Conclui-se com o Salmo 129 ("Das profundezas eu clamo"):

Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, *
escutai a minha voz!
Vossos ouvidos estejam bem atentos *
ao clamor de minha prece!

Se levardes em conta nossas faltas, *
quem haverá de subsistir?
Mas em vós se encontra o perdão, *
eu vos temo e em vós espero.
No Senhor ponho a minha esperança, *
espero em sua palavra.
A minh´alma espera no Senhor *
mais que o vigia pela aurora.

Espere Israel pelo Senhor *
mais que o vigia pela aurora!
Pois no Senhor se encontra toda graça *
e copiosa redenção,
Ele vem libertar a Israel *
de toda a sua culpa.


Pai nosso ... (em silêncio até)
E não nos deixeis cair em tentação.
- Mas livrai-nos do mal.

Dai-lhes, Senhor, o eterno repouso. Entre os resplendores da luz perpétua.

E as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Amém.

Oremos: "Ó Deus, Criador e Redentor de vossos fiéis, dai aos vossos filhos e filhas a remissão de todos os pecados, a fim de que obtenham por nossas súplicas o perdão que sempre desejaram. Por Cristo nosso Senhor. Amém."

Fonte: Perseverantes na oração, p. 168 - Edições da Imaculada.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sede santos!

A verdadeira devoção a Nossa Senhora consiste em fazer a vontade de Deus, e a vontade de Deus é que busquemos a santidade. Portanto, a finalidade da devoção a Nossa Senhora é que tornemos santos como Ela é a plenitude da santidade: “Ave, cheia de graça”, e como seu Filho é fonte da santidade.

“Na linguagem bíblica, ‘graça’ significa dom especial, que segundo o Novo Testamento tem a sua fonte na vida trinitária do próprio Deus, de Deus que é amor. Fruto desse amor é a ‘eleição’, de que fala a Carta dos Efésios. Da parte de Deus, essa eleição é a eterna na vontade de salvar o homem mediante a participação de sua própria vida em Cristo: é a salvação na participação á vida sobrenatural. O efeito desse dom terno, dessa graça da eleição do homem por parte de Deus é um ‘germe de santidade’ ou uma fonte que jorra na alma como dom do próprio Deus, que através da graça vivifica e santifica os eleitos.” (Redemptoris Mater, n 8)

Se a devoção a Maria não nos leva a amar a santidade, não é autêntica.

A santidade, portanto, é a nossa vocação. É a vocação não somente dos religiosos, dos sacerdotes ou dos consagrados, mas de todos os leigos. De fato, foi a todos que Jesus disse: “Sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está no céu.” (Mt 5,48) Deus entendia todos ao dizer na criação: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.” (Gn 1,26) E São Paulo relembra: “A vontade de Deus é que vivam consagrados a ele.” (1Ts 4,3) E a Igreja repete isso amplamente no capitulo V da Lumen Gentium.

Se essa é a nossa vocação, é de se perguntar por que se fala assim tão pouco da santidade. Parece que exigimos pouco dos cristãos e acabamos nos tornando interpretes de uma limitação, de um achatamento. Basta que alguém não mate, não se prostitua, não roube abertamente, não dê grandes escândalos, para que, inclusive sacerdotes, digam: “É o que dá pra fazer”...

A santidade é bem diferente. Não é um “não fazer”, e sim um compromisso concreto, uma subida para conquistar a montanha. É se perguntar sempre “O que posso fazer mais?” Como São João diz no Apocalipse: “O santo continue a si santificar.” (Ap 22,11)

A santidade não consiste em fazer muitas orações, jejuns, sacrifícios e romarias, ter visões e assim por diante, mas em fazer a vontade de Deus. Portanto, perguntemo-nos qual é e como se expressa tal vontade.

Ela é, antes de tudo, fazer bem o nosso dever cotidiano. “É uma santidade mínima...”, poderá alguém objetar. Eu, porem, respondo: “tentei!” Você, jovem, tente fazer o bem de manhã até de noite, respeitando os outros, respeitando a sua namorada e a si mesmo... Você, pessoa consagrada, tente viver plenamente a vida de obediência, em comunhão com os superiores; viver a pobreza com desapego interior, viver a virgindade com alegria e doação constante. Você, mamãe, tente estabelecer diálogo com seus filhos, estar “presente” desde que são pequenos até quando ficarem grandes e você não puder fazer outra coisa senão rezar por eles.

É o exercício diário que constrói a santidade. É o amor extraordinário nas coisas ordinárias. É inútil ficar esperando as “grandes oportunidades”: se não há empenho em cada momento, num passo após o outro, não se chega á santidade, que é a plenitude do amor de Deus em nós.

Todos os momentos da vida são “adequados” para que decidamos começar a nossa caminhada. São Maximiliano Kolbe dizia: “Se alguém já estiver com um pé no inferno, poderá assim mesmo se tornar um grande santo, basta que comece a se corrigir, comece a confiar ilimitadamente a Imaculada e comece a ama-la de todo o coração.”

Maria é santa por excelência. Isto é, Ela é a criatura que mais se assemelha àquele que é santidade por essência.

Desde a concepção participou dessa santidade, porque Deus, em previsão dos méritos de Cristo, a criou sem pecado (cf. Redemptoris Mater, n 10). Entretanto, Ela mesma foi aumentando e conquistando sempre mais e diariamente a santidade, respondendo sempre “sim” ao Senhor. Como um riacho que, descendo do alto, recebe em seu caminhar a contribuição de outros riachos e se torna um rio, até chegar ao mar, assim Maria, dizendo o seu “sim”, dia após dia, acrescentou santidade à santidade, aproximando-se sempre mais de Deus.

Nós não podemos alcançar o grau de santidade de Maria, mas podemos seguir seu exemplo em nossa caminhada, com fadiga, sem duvida, mas com alegria e perseverança, peregrinos como Ela é peregrina e como é peregrina a Igreja que também é santa e busca a santidade (cf. Redemptoris Mater, n 6).

Qual é, porém, o segredo para sermos santos?

Jesus nos comparou a uma vinha cujo agricultor é o Pai (cf. Jo 15, 1-11). A videira é Jesus e nós somos os ramos. Se de fato estamos unidos à videira, também nós somos santos, porque somos a própria emanação da videira, de Jesus, que é santo. Como brotos, nascemos da sua paixão, da sua morte e da sua ressurreição.

Entretanto, podemos permanecer unidos à videira somente através do amor. De fato, somente o amor permite à “seiva” vivificar os ramos e assim produzir fruto.

Ninguém mais do que Maria está unida à videira. Ela, que acolheu plenamente a vontade do agricultor e gerou não somente a videira mais também todos os ramos, isto é, todos nós. Maria, através de sua disponibilidade, fez com que o amor triunfasse. Permitiu que a graça de Deus a preenchesse totalmente (cf. Redemptoris Mater, n 9). E nem mesmo por um instante pensou em se separar da videira...

Nós, ás vezes, somos tentados a fazer isso; quando, por exemplo, queremos ou pensamos fazer as coisas sozinhos. E essa tendência, que pode acabar se transformando em mentalidade, é como um verme roedor que penetra cada vez mais, e faz com que comecemos a evitar a seiva que sobe da videira. Então, aos poucos, o nosso ramo seca e, quando o agricultor vier, o cortará, pois não serve mais para nada, ou pior, é empecilho para os outros ao impedir que a seiva corra... E aquele ramo que queria se tornar autossuficiente, que não queria estar “ligado” a ninguém, acabará por terra pisado e queimado.

Não permitamos que nenhum “verme roedor” entre em nós e nos separe da videira. A santidade de Maria, assim com a nossa, consiste exatamente no fato de ficar unida ao seu Deus até o fim, para sempre.

Padre Faccenda
Fundador do Instituto

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Devemos conhecer a maravilhosa caridade da ciência de Cristo

A mim me parece que o grande desejo de nosso Senhor, de que se tribute honra especial a Seu Sagrado Coração, tem por finalidade renovar em nós os frutos da redenção. Pois o Sagrado Coração é fonte inexaurível; que somente quer difundir-Se pelos corações humildes, a fim de que estejam livres e prontos a viver sua vida em conformidade com seu beneplácito.

Deste divino Coração correm sem parar três rios: o primeiro é de misericórdia pelos pecadores, derramando neles o espírito de contrição e de penitência. O segundo é de caridade, para auxílio de todos os sofredores, em particular dos que aspiram à perfeição, para que encontrem os meios de superar as dificuldades. Do terceiro, enfim, manam o amor e a luz para Seus amigos perfeitos, que Ele deseja unir à Sua ciência e à participação de Seus preceitos, para que, cada um a seu modo, se dedique totalmente à expansão de Sua glória.

Este Coração divino é oceano de todos os bens. Nele precisam os pobres mergulhar todas as suas necessidades. É oceano de alegria, onde temos de mergulhar todas as nossas tristezas. É abismo de humildade contra nossa loucura, abismo de misericórdia para os miseráveis, abismo de amor para as nossas indigências.

Tendes, por isto, de unir-vos ao Coração de nosso Senhor Jesus Cristo, no princípio da vida nova, para vos preparardes bem; no fim, para consumardes. Vossa oração é vazia? Então, basta que ofereçais a Deus as preces que o Salvador eleva por nós no sacramento do altar, entregando Seu fervor em reparação de vossa tibieza. Sempre que ides fazer algo, rezai assim: "Meu Deus, faço ou suporto isto no Coração de Teu Filho e, conforme a Seus santos desígnios, ofereço-Te em reparação de tudo quanto há de falho ou de imperfeito em minhas obras". E deste modo, em todas as circunstâncias. E em tudo que vos acontecer de penoso, aflitivo ou injurioso, dizei a vós mesmos: "Recebe o que o Sagrado Coração de Jesus Cristo te envia a fim de unir-te a Ele".

Acima de tudo, porém, guardai a paz do coração que supera todos os tesouros. Para guardá-la, nada de melhor que renunciar à própria vontade e colocar a vontade do divino Coração em lugar da nossa, de modo que Ela realize em nosso nome o que redunda em Sua glória. E nós, felizes, nos submetamos a Ele, com absoluta confiança.

Das Cartas de Santa Margarida Maria Alacoque
(Séc. XVll)


Fonte: Liturgia das horas

 
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

É o Senhor que sustenta a minha vida!

Missionária Sara, diretora local da comunidade de São Bernardo - SP.
15 de outubro de 2014: 14 anos de profissão simples!
16 de outubro de 2014: 11 anos de Brasil!


Senhor Jesus... OBRIGADA pela Tua fidelidade e pelo Teu Amor constante e paciente para comigo! Hoje sinto dentro do meu coração uma grande paz, porque olhando para trás, vejo a Tua Presença que me acompanhou ao longo desses anos... nos momentos mais difíceis e naqueles de alegria.

OBRIGADA Senhor: esta é a palavra que encontro dentro de mim para expressar a minha gratidão.

OBRIGADA por ter olhado para mim com amor, e por ter-me chamado a Te seguir.


OBRIGADA por acreditar em mim, e ter-me confiado uma missão tão grande e tão linda. Por ter-me ensinado o valor profundo e belo da vida, e de cada momento, das pequenas coisas e da simplicidade.

OBRIGADA por ter-me chamado aqui no Brasil, onde aprendi o valor e a riqueza de uma realidade diferente na qual o meu coração se dilatou e aprendeu a amar.

OBRIGADA Senhor, pela Tua FIDELIDADE ao longo desses anos... ela me sustentou nos momentos mais difíceis, nos momentos de crescimento e de conquista de uma maior liberdade.

OBRIGADA Senhor, porque aprendi a viver a solidão não como um vazio, mas como uma oportunidade para encontrar a Tua Presença misteriosa que quer me encontrar... e que me ensinou a relacionar-me com os meus irmãos e irmãs.

OBRIGADA por todas as minhas irmãs e por todas as pessoas que ao longo desses anos partilharam comigo o dom da fraternidade, da amizade e do carisma mariano-missionário-kolbiano.

Senhor, Tu me pedes de lançar-me novamente e renovar concretamente o chamado que um dia me fizeste. Sinto medo, mas ao mesmo tempo uma grande liberdade, que sempre experimentei todas as vezes que me abandonei ao Teu Amor que me chama.

Tenho certeza que o nosso Padre Faccenda me acompanha lá do céu, e hoje se alegra comigo pela Tua fidelidade e por tanta graça recebida.

Que a Tua mãe Imaculada me acompanhe, Senhor, e que na certeza da Tua Presença constante eu continue a doar a minha vida aonde Tu me chamas! Isto é aquilo que eu quero! 

Sara Caneva
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe
São Bernardo - SP

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Padre Kolbe, o missionário “em saída”. Uma vida em saída

No centro da nossa reflexão para este outubro missionário está a Mensagem para o dia mundial das missões 2014 do Papa Francisco. Veremos juntos algumas passagens mais evidentes. O Papa nos convida a “sair ao encontro da humanidade... ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo... A Igreja é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída»... Quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).

O evangelista conta que o Senhor enviou os 72 discípulos, de dois em dois, às cidades e vilas, para anunciar que o Reino de Deus estava próximo e preparando as pessoas para o encontro com Jesus. Depois de ter cumprido esta missão de anúncio, os discípulos voltaram cheios de alegria: a alegria é um tema dominante nesta primeira e inesquecível experiência missionária. “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus...” (E.G., 1)

Padre Kolbe é um missionário ardente porque é um homem apaixonado por Deus e pelo homem. Considera o apostolado não uma questão de tática organizativa, mas reflexo da riqueza de graça de um coração conquistado por Deus mediante a oferta de si à Imaculada. Ele dirá que “o apostolado é uma obra sublime, muito sublime: é colaboração – se se é lícito expressar-se assim – com o próprio Deus na ação de aperfeiçoar, santificar e fazer os homens felizes” (SK 1071). Com este objetivo dá início à Milícia da Imaculada, Associação eclesial: todos podem fazer parte da mesma: religiosos e leigos.

Assim como a Igreja, a Milícia da Imaculada também nasceu “em saída”.  Chama-se “Milícia” porque aqueles que se consagram à Imaculada... desejam conquistar, o mais rápido possível, o mundo inteiro e cada alma em particular sem nenhuma exceção.

Padre Kolbe é o missionário sempre “em saída” desde os tempos de formação. Há uma saúde frágil, tem tuberculose. Não consegue ficar tranquilo no convento, sente arder a paixão pelo Reino de Deus e quer conquistar o mundo inteiro à Imaculada. Em 1925, em um artigo da sua revista, define o perfil do missionário: “Ele não limita a sua capacidade de amar somente a si mesmo, à sua família, aos parentes, aos amigos, aos concidadãos, mas abraça com o seu coração o mundo inteiro, uma vez que todos foram redimidos pelo sangue de Jesus, sem nenhuma exceção, todos são nossos irmãos... A felicidade de toda a humanidade em Deus através da Imaculada: eis o nosso sonho” (SK 1088).

É o homem do êxodo. Depois de apenas três anos da fundação de Niepokalanòw ele parte em missão porque, como ele mesmo dirá: “o meu olhar é continuamente atraído por novos horizontes” (SK 503) e com quatro frades se aventura em direção ao Oriente. O impulso missionário de Padre Kolbe é inacreditável: os seus confins são o mundo inteiro. O pobre dos pobres deu início à globalização dos pobres. Naturalmente Padre Kolbe não conhece o termo “globalização”, mas de fato o concretiza no sentido que quer chegar a todos para levar a boa notícia.

É atraído por vocações “cada vez mais”, “cada vez melhor” para que a alegria do Evangelho chegue até os confins da terra. A este respeito ele tem uma expressão belíssima: “Não amanhã, nem mesmo esta noite, mas agora. Não pouco, mas tudo. Não somente uma região do mundo, mas o mundo inteiro” porque “quando o fogo do amor se acende não fica limitado ao coração, mas se alastra para fora, incendeia, devora, absorve outros corações, para conduzi-los a Deus por meio da Imaculada” (SK 1325) e “isso o mais rápido possível, o mais rápido possível”.

“O mais rápido possível” é uma expressão que aparece frequentemente no vocabulário missionário de Padre Kolbe. “O mais rápido” e “em saída” para estar dentro dos problemas das pessoas. Para anunciar um Deus apaixonado pelo homem.

Em caminho, sem descanso, até o fim de sua vida quando sai da fila para oferecer a sua vida no lugar de um pai de família. Em saída em direção ao bunker da morte para acompanhar os seus companheiros para morrer com dignidade, cantando os louvores de Deus, rezando e suplicando o perdão para os seus carrascos. Em saída para entrar e imergir-se nos abismos do inferno de Auschwitz. Nos abismos do ódio.

“Morreu um homem e se salvou a humanidade” (João Paulo II em Auschwitz, junho de 1979): exultemos por este testemunho de amor que fez resplandecer a força do Evangelho até mesmo na trevas do mal. Cantemos com Maria o nosso Magnificat em levar a alegria do Evangelho. Nenhuma periferia seja privada da luz. Que todos entrem nesta torrente de alegria!
Angela Sposito
Missionária da Imaculada - Padre Kolbe
Polônia


Todo o dia 14, as Missionárias da Polônia estarão depositando na cela de Padre Kolbe as intenções enviadas para o e-mail: celakolbe@kolbemission.org