terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

«Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Jó 29, 15)»

Queridos irmãos e irmãs, por ocasião do XXIII Dia Mundial do Doente, instituído por São João Paulo II, dirijo-me a todos vós que carregais o peso da doença, encontrando-vos de várias maneiras unidos à carne de Cristo sofredor, bem como a vós, profissionais e voluntários no campo da saúde. O tema deste ano convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: «Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo» (29, 15). Gostaria de o fazer na perspectiva da «sapientia cordis», da sabedoria do coração.

1. Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstrato, fruto de raciocínios; antes, como a descreve São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3, 17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar assim os nossos dias, / para podermos chegar à sabedoria do coração» (Sal 90/89, 12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente.

2. Sabedoria do coração é servir o irmão. No discurso de Jó que contém as palavras «eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo», evidencia-se a dimensão de serviço aos necessitados por parte deste homem justo, que goza duma certa autoridade e ocupa um lugar de destaque entre os anciãos da cidade. A sua estatura moral manifesta-se no serviço ao pobre que pede ajuda, bem como no cuidado do órfão e da viúva (cf. 29, 12-13).

Também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser «os olhos do cego» e «os pés para o coxo»! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos, pode-se contar de modo particular com a proximidade do Senhor, sendo também de especial apoio à missão da Igreja.

3. Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus, que nos configura à imagem do seu Filho, que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão» (Mt 20, 28). Foi o próprio Jesus que o disse: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22, 27).

Com fé viva, peçamos ao Espírito Santo que nos conceda a graça de compreender o valor do acompanhamento, muitas vezes silencioso, que nos leva a dedicar tempo a estas irmãs e a estes irmãos que, graças à nossa proximidade e ao nosso afeto, se sentem mais amados e confortados. E, ao invés, que grande mentira se esconde por trás de certas expressões que insistem muito sobre a «qualidade da vida» para fazer crer que as vidas gravemente afetadas pela doença não mereceriam ser vividas!

4. Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão. Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesim do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: «a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).

Por isso, gostaria de recordar uma vez mais a «absoluta prioridade da “saída de si próprio para o irmão”, como um dos dois mandamentos principais que fundamentam toda a norma moral e como o sinal mais claro para discernir sobre o caminho de crescimento espiritual em resposta à doação absolutamente gratuita de Deus» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 179). É da própria natureza missionária da Igreja que brotam «a caridade efectiva para com o próximo, a compaixão que compreende, assiste e promove» (Ibid., 179).

5. Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar. A caridade precisa de tempo. Tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar. Tempo para estar junto deles, como fizeram os amigos de Jó: «Ficaram sentados no chão, ao lado dele, sete dias e sete noites, sem lhe dizer palavra, pois viram que a sua dor era demasiado grande» (Jó 2, 13). Mas, dentro de si mesmos, os amigos de Jó escondiam um juízo negativo acerca dele: pensavam que a sua infelicidade fosse o castigo de Deus por alguma culpa dele. Pelo contrário, a verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro; está livre daquela falsa humildade que, fundamentalmente, busca aprovação e se compraz com o bem realizado.

A experiência de Jó só encontra a sua resposta autêntica na Cruz de Jesus, ato supremo de solidariedade de Deus para conosco, totalmente gratuito, totalmente misericordioso. E esta resposta de amor ao drama do sofrimento humano, especialmente do sofrimento inocente, permanece para sempre gravada no corpo de Cristo ressuscitado, naquelas suas chagas gloriosas que são escândalo para a fé, mas também verificação da fé (cf. Homilia na canonização de João XXIII e João Paulo II, 27 de Abril de 2014).

Mesmo quando a doença, a solidão e a incapacidade levam a melhor sobre a nossa vida de doação, a experiência do sofrimento pode tornar-se lugar privilegiado da transmissão da graça e fonte para adquirir e fortalecer a sapientia cordis. Por isso se compreende como Jó, no fim da sua experiência, pôde afirmar dirigindo-se a Deus: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora vêem-Te os meus próprios olhos» (42, 5). Também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor, se acolhido na fé, podem tornar-se testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento, ainda que o homem não seja capaz, pela própria inteligência, de o compreender até ao fundo.

6. Confio este Dia Mundial do Doente à proteção materna de Maria, que acolheu no ventre e gerou a Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração.

Acompanho esta súplica por todos vós com a minha Bênção Apostólica.

Papa Francisco

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Um desejo de... silêncio!


No início de um novo ano de graça é normal a troca de desejos de paz, de bênçãos, de prosperidade. Da terra da Polônia chegamos até vocês com um desejo de... silêncio! Um desejo que acolhemos da Palavra de Deus que diz a Elias e a cada um de nós:
“Sai e fica na montanha diante do Senhor. E eis que o Senhor passou. Um grande e impetuoso furacão fendia as montanhas e quebrava os rochedos diante do Senhor, mas o Senhor não estava do furacão; depois do furacão houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com o manto...” (I Rs 19,11-13).
Os fenômenos naturais, barulhentos, presentes no Sinai no momento das dez palavras, aparecem também aqui, mas o texto evidencia que “o Senhor não está ali”. Somente quando se escuta uma voz de silêncio sutil, Elias reconhece a presença do Senhor. O silêncio revela Deus na pequenez. Um Deus misterioso, nunca igual a si mesmo. Os sinais da presença de Deus não são mais assustadores. O profeta deve ser capaz de reconhecer a passagem do Senhor na escuta da voz do silêncio. Aprender a reconhecer Deus lá onde parece ausente. Não é necessário passar sempre do fogo ao vento, do vento à tempestade, também a banalidade quotidiana da vida é lugar privilegiado da presença de Deus. Escutar o que o silêncio diz.

Voz de silêncio sutil é a voz de Padre Kolbe que frequentemente convida a manter a paz interior, independentemente dos acontecimentos da vida, porque “no meio das tempestades, seja interiores que exteriores, é necessário muita, muitíssima tranquilidade” (SK 943). “Durante o Capítulo Provincial de 1936, o Padre Boaventura se pronunciou asperamente e de modo agressivo contra as práticas da vida conventual em Niepokalanów. Ameaçava-se uma áspera discussão entre os defensores e os adversários. O fermento era grande. Padre Maximiliano manteve um equilíbrio e uma calma verdadeiramente heróica, apesar de tais questões dizerem respeito a ele pessoalmente. Ele não elevou a voz em sua defesa e somente repetia: “Será como a Imaculada quiser” (Padre CornelioCzupryk) . “Era cheio de cordialidade para com aqueles Confrades que lhe causavam desgostos, às vezes mesmo involuntários. Falando-me das dificuldades tidas com o Padre Constâncio em Nagasaki, disse-me: “Rezo para que a Imaculada direcione tudo para o bem” (Frei Ferdinando Maria Kasz). Padre Kolbe repetia frequentemente uma máxima de São João da Cruz: “Procure fazer com que nada possa te dar aborrecimentos e tu, não deixar-te aborrecer por nada. Deixa para lá e recolhe-te na intimidade com o teu Deus”. Às vezes – contam as testemunhas – Padre Kolbe, em seus encontros pessoais com os frades, dá apenas o seu serviço de escuta. Com o seu silêncio os obriga, quase, a descer a um nível mais profundo e os reconduz a relativizar as suas ações para dedicar-se ao verdadeiro caminho – específico de cada crente, de cada consagrado – o caminho do amor. Dirige a eles um convite:
“Coloquemos na Imaculada a nossa confiança, rezemos e vamos em frente na vida com tranquilidade e serenidade” (SK 935). A atividade externa é boa, mas obviamente, é de importância secundária e ainda menos em confronto com a vida interior, com a vida de recolhimento, de oração, com a vida do nosso amor pessoal para com Deus” (SK 903).

“É no silêncio interior que a alma se purifica e pode renascer como no silêncio primordial das águas intra-uterinas: 'No ventre de Maria a alma deve renascer de acordo com a forma de Jesus Cristo'” (SK 1295).
Recomenda frequentemente o silêncio (cf. SK 515) e se lamenta quando ele mesmo não consegue vivê-lo plenamente (cf. SK 920).Em silêncio e com paciência acolhe as críticas, acusações, traições.
Tudo natural para ele? Nada disso! “Era quente por natureza e calmo por virtude” para escutar uma voz de silêncio sutil e ver a presença de Deus que se esconde nas dobras tortas e retorcidas da vida.

Nas “Babéis” do nosso tempo transtornado ninguém escuta mais ninguém. “Ninguém tem tempo de escutar-vos, nem mesmo aqueles que vos amam e estariam prontos para morrer por vós” afirma com frieza uma personagem de um famoso romance: “o meu coração escuta” de Taylor Caldwell. Padre Kolbe doa tempo, todo o tempo que é necessário para escutar cada um de seus irmãos e se alegra quando vislumbra no rosto da pessoa a quem se aproxima, com a escuta e a acolhida, um vislumbre de serenidade para encaminharem-se juntos na estrada da confiança e da ternura.

Bom ano com Maria, a Virgem da escuta e do silêncio.

Angela Esposito
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe
Polônia

Todo o dia 14, as Missionárias da Polônia estarão depositando na cela de Padre Kolbe as intenções enviadas para o e-mail: celakolbe@kolbemission.org

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Mensagem de Natal de Papa Francisco

O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros

Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos. A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.

Você será os votos de Feliz Natal? Quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.

Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.

Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.

Papa Francisco

Assista também ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=w7ZMISWR6y4

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Festa da Medalha Milagrosa - Virgem do globo

Sempre acreditei na medalha milagrosa com toda a força da minha fé. A sua mensagem, uma das maiores e mais extraordinárias destes últimos séculos, confirmou que esta é a hora de Maria, a qual preanuncia os tempos nos quais, segundo a expressão cara Catarina Labouré, “as almas respirarão Maria como os corpos respiram o ar” (S. Luis M. Grignion de Montfort, tratado da verdadeira devoção a Maria,, n. 217)

A Medalha Milagrosa, além de um pequeno livro de fé, pode ser definida como um pequeno tratado de mariologia.

Podemos dizer que, exatamente por causa dessa visão, a medalha contribuiu notavelmente a fim de preparar os ânimos para a definição do dogma da Imaculada Conceição, vinte e quatro anos mais tarde. De fato no dia 8 de dezembro de 1854, através da carta apostólica Innefabilis Deus, o Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição.

Contudo, além dessa finalidade imediata, que já se realizou, quantas coisas ainda diz a esplendida visão da Imaculada para o olhar atento do cristão que a contempla! A visão da “toda pura”, que esmaga a cabeça da serpente infernal recorda ao homem a triste história da humanidade pecadora.
Todos os homens passam da tenaz do pecado original, da qual são libertados somente pela graça do batismo. Somente Maria foi isenta dela. E esse singular privilégio, mais do que ofender a universalidade da Redenção humana, realizada por Cristo, exalta o poder do divino Redentor, que com seus méritos preservou Maria, sua mãe, de incorrer na herança comum: Maria foi remida com uma redenção preventiva, que a  tornou imune de contrair o pecado original desde o primeiro momento da sua concepção.

Que alegria para a humanidade essa vitória de Maria, que marca a primeira de todas as vitórias por Ela ganha contra o inferno e contra suas insidias! A igreja canta: “Gaude Maria Virgo, cunctas haereses sola interemisti in universo mundo”, “ Alegrai-vos, ó virgem Maria! Por ti foram vencidas todas as heresias do mundo.

A vitória será infalível para quem mergulhar com confiança na luz de suas graças.
Vamos virar a medalha e ler o seu reverso. Tudo retorna, mas numa luz mais panorâmica e mais ampla: um “M” com uma cruz em cima, dois corações, doze estrelas. Quanto simbolismo nesses poucos traços!

O “M” com uma cruz em cima representa Maria com o Cristo crucificado em relação à nossa Redenção. Esse mistério nos leva necessariamente ao mistério da Encarnação do Verbo e também do próprio mistério de Deus Uno e Trino, fonte de todo ser e de toda vida.

O primeiro homem, criado inocente por Deus, prevaricou comendo o fruto proibido. O seu pecado repercutiu negativamente em toda a sua descendência, que desde o momento de sua concepção está sujeita a mancha original. Deus misericordioso, porém, não deixou o homem na infelicidade da sua própria sorte. Deu-lhe uma tábua de salvação: prometeu-lhe um Salvador, no qual encontraria reconciliação e vida.

Na plenitude dos tempos, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo de Deus, toma carne humana no seio de Maria e, após uma vida terrena de trinta e três anos, vivido em meio aos homens, sobe ao calvário para ser imolado ao Pai pela Redenção do mundo.

Na cruz se realiza a obra da nossa salvação e a nossa pacificação com Deus: “Pois nele aprouve a Deus fazer habitar toda plenitude e reconciliar por ele e para ele todos os seres, os da terra e os do céus, realizando a paz pelo seu sangue da sua cruz” (Cl 1, 19-20).


O lugar da Virgem nesse plano divino de restauração do mundo é de capital importância. Ela está ao lado do Cristo Redentor, e não podemos concebê-la senão ao lado dele, porque a sua parte na nossa salvação vem imediatamente após a de Jesus. Através dela, de fato, Jesus é oferecido ao mundo e, através dela, o mundo retornará a Jesus: eis a missão de Maria nos projetos de Deus, que quis associa-la a toda obra do divino Redentor.

Padre Faccenda

Terceiro dia do tríduo para a festa da Medalha Milagrosa - Maria: Mãe que acompanha e ama seus filhos.

Em nome do Pai...

Canto

Dos Escritos do Padre Faccenda

Na medalha milagrosa São Maximiliano enxergava um sinal da bondade de Maria e da sua suplicante potência e também um sinal do seu materno amor.
Amor que foi revelado mais uma vez quando o judeu Afonso Ratisbonne se converteu a Deus, exatamente em Roma, na igreja de Sant’Andrea dele Fratte, depois da aparição de Maria, da mesma forma que a vemos na primeira face da medalha, a ele doada por um amigo.
Aos pés desse altar, no silencio da igreja, o jovem Maximiliano tinha meditado e rezado muitas vezes, ali tinha celebrado a sua primeira missa em 29 de abril de 1918. E o pacto com a medalha milagrosa acompanha-o a vida toda como pasto de amor e de confiança.

São Maximiliano Kolbe:

Não é necessário muito tempo para doar-se para sempre à Imaculada, para carregar a sua medalhinha e para repetir uma vez ao dia a breve jaculatória. Que façam ao menos alguma coisa pela Imaculada e lentamente Ela entrará  em seus corações, os purificará e inflamará de amor pelo coração de Jesus, um amor que trará alegria.

Oração:

Ó Mãe Imaculada, fazei que a cruz de vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.

Rezar 3 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: "Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".
Pai Nosso...
Glória ao Pai...

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Segundo dia do Tríduo da festa da Medalha Milagrosa: Maria, Mãe que nos conduz ao seu Filho Jesus.

Em nome do Pai...

Canto ao Espírito

Dos escritos do Padre Faccenda:

A medalha milagrosa era para Padre Kolbe um tratado de mariologia (Cf. SK 1331; SK 206) porque nas duas faces da própria medalha que a Virgem tinha entregado a Catarina Labouré em 1830, em Paris, na Rue du Bac, ele discernia toda a missão de Maria. Desde a sua Imaculada Conceição à sua realidade no mundo e, então à sua mediação. Da sua estreitíssima cooperação na ação redentora do Filho à devoção e à consagração ao seu coração doloroso e Imaculado, para andar com Ela ao coração de Jesus.

Dos escritos de São Maximiliano Kolbe:

Sobre a Medalha milagrosa, pois está impressa a jaculatória: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’. A Imaculada mesma coloca na nossa boca esta oração, revelando-a a nós e recomendando-nos de rezá-la. Coloquemos em prática, portanto, também esta recomendação. Além disso, dado que existem muitos que não recorrem a Ela. Nós ajudamos: ‘e por todos quantos não recorrem a Vós’.

Oração:

Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem, e abrasem meu coração com vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.


Rezar 3 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: "Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".
Pai Nosso...
Glória ao Pai...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Triduo da festa da Medalha Milagrosa - Maria: Mãe que intercede por seus filhos

Iniciemos hoje o tríduo em preparação para a festa da medalha milagrosa, junto com São Maximiliano Kolbe e Padre Faccenda.

Em nome do Pai

Canto

Dos Escritos de Padre Faccenda:

Poderá causar estranheza o fato que Padre Maximiliano tenha dado tanta importância à medalha milagrosa.
Logo ele- que amava a substância das coisas, que procurava a profundidade da doutrina, a solidez da piedade cristã- quer que os consagrados da Milícia da Imaculada não portem outro sinal distinto que a medalha milagrosa, deseja que ela seja o meio potente, continuo e bem especificado no seu apostolado. A sua própria vida é constelada de episódios que nos revelam a confiança que colocava naquilo que ele, sempre original, chamava de munição (Cf. SK 1248; SK 1088; SK 1127); e que doava em grande quantidade desde que era estudante em Roma, depois nas múltiplas fases da sua atividade; especialmente nos momentos em que esteve em Zakopane; durante as missões populares, os encontros com as crianças, com os adultos e com os enfermos (Cf. SK 1122; SK 1066).

Dos escritos de São Maximiliano Kolbe:

Distribuir a sua medalha onde for possível, também as crianças, a fim de que a carreguem ao peito, aos anciãos e sobretudo aos jovens, a fim de que sob sua proteção tenham as forças suficientes para superar as numerosas tentações e insidias que caem sobre eles nesses nossos tempos.

Oração

Ó Virgem Milagrosa, Rainha excelsa, Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta terra, minha fortaleza e defesa na vida e na morte, meu consolo e glória no céu.

Rezar 3 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: "Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".
Pai Nosso...
Glória ao Pai...