terça-feira, 22 de abril de 2014

Pobres servos do Senhor estamos a serviço dos pobres

"Para que os nossos corações e o nosso olhar sejam sempre límpidos e simples para acolher a presença do Ressuscitado em cada circunstância da nossa história." (Intenções de abril)

Sentir Jesus vivo: é uma maravilha que se realiza através da constante oração. Dar do “tu” ao Senhor é possível se nos alimentamos da comunhão e da intimidade com Ele. Segundo São Maximiliano M. Kolbe, de fato, “a oração é a expressão de uma alma bela. O corpo humano teve origem do pó e depois da morte se transformará em pó. Também todas as atividades humanas são dirigidas à mãe-terra. Somente na oração o homem eleva o coração ao Paraíso e entra em diálogo com o Criador do universo, com a Causa Primeira de tudo, com Deus” (SK 1208). Rezar, segundo o mártir franciscano, significa elevar-se até o Criador, dirigir-se a Deus acima de qualquer atração terrena, acima de cada obstáculo do mundo, além de cada barreira que se impõe entre o homem e o seu Senhor. A oração é o colóquio com Deus, uma conversa com Ele, Criador do universo. Trata-se de um diálogo verdadeiro e pessoal em que o Altíssimo fala ao homem e este responde. A oração é falar com Deus de modo direto, habitual, perseverante. Para São Maximiliano, a oração é o contínuo fluir do diálogo entre o homem e Deus-Trindade, um encontro amoroso e incessante, no qual a criatura pode adorar, honrar, bendizer e glorificar o próprio Criador, e está disponível a escutar-lhe a voz e a vontade. Em cada instante, o fiel pode abrir o seu ânimo ao Altíssimo e exprimir-lhe amor e gratidão e, ao mesmo tempo, receber a ajuda necessária para o próprio caminho espiritual. Este diálogo contínuo é o caminho para acolher constantemente no próprio coração a presença do Ressucitado. A oração nos oferece, então, a oportunidade de fazer uma experiência do Ressuscitado, de percebê-lo na própria existência e em cada evento da vida. É o grande ensinamento de Maximiliano, que vive na presença do Redentor, experimentando a alegria profunda de uma comunhão com Ele.

O santo tem na Santa Missa o privilégio de estar com  Cristo vivo na glória. Não é por acaso que ele atribui à Eucaristia um valor central, seja pelo próprio percurso pessoal de conversão como pelo desenvolvimento das obras que nasceram da sua adesão à vontade de Deus. Quando em 1927 funda a Cidade da Imaculada na Polônia, o primeiro edifício a ser construído foi uma igrejinha de madeira, onde, desde o momento da sua consagração, os frades celebram o Sacrifício. No dia a dia, Maximiliano se nutre da inesgotável fonte de graça que é a Eucaristia: cada dia na celebração e na adoração acontece o diálogo vital e constante com o Ressuscitado, que se transforma em comunhão sólida e indissolúvel. Quando está ao lado do altar, vive uma experiência de ressurreição e de profunda introdução no mistério pascal.

Existe uma grande ligação entre o amor e o zelo com que vive a celebração da Missa e o martírio: Kolbe, imergindo-se dia após dia no mistério de Jesus que se doa para a humanidade, que se torna pão repartido para todos os homens, aprende a transformar a sua vida em uma contínua oferta a Deus e em favor dos irmãos. Entre a Eucaristia e Auschwitz há uma indissolúvel ligação, enquanto é da kenosi do Senhor que o franciscano polonês aprende o caminho do martírio. Sobre o altar está na escola do Crucificado, que representa para ele um modelo de primeira grandeza ao qual conformar-se, em perfeito acordo com o que o Pobrezinho de Assis ensina.

A Imaculada está presente neste encontro entre o santo e o Ressuscitado, por ser medianeira e mãe. A intercessão, o exemplo e a proteção de Maria são fundamentais, dado que Ela leva o santo a experimentar a presença do Senhor no momento em que celebra a Missa diária. De fato, segundo o franciscano polonês: “Não tem melhor preparação para a Santa Comunhão que oferecê-la toda à Imaculada [....]. Ela preparará o nosso coração da melhor maneira e podemos estar certos de procurar em Jesus a alegria maior, de manifestar-lhe o maior amor.” (SK 643).

E ainda ele exortava que “depois da Santa Comunhão, rezemos novamente à Imaculada, para que Ela mesma queira acolher Jesus na nossa alma e fazê-lo feliz como ninguém conseguiu até agora” (SK 1234). E tudo é cumprido com a ajuda da Imaculada, cuja presença amorosa garante uma participação fervorosa e frutuosa na Missa, onde o fiel é chamado a render a máxima glória ao Senhor. O amor pela Imaculada tem também uma função eucarística, visto que, aproximando-se dela, graças ao seu exemplo e à sua intercessão, o fiel pode viver com maior zelo o mistério da presença real do Salvador no Sacramento e, portanto, com maior liberdade, convicção e concentração, nutrir-se do banquete da Eucaristia. O exemplo de Maximiliano nos convida a valorizar, ao máximo, o momento em que participamos da Santa Missa: É o lugar do nosso encontro com o Ressuscitado, é a divina escola onde aprendemos a entrar em uma dinâmica pascal, em um percurso exodal que nos conduz, com o apoio delicado e eficaz da Imaculada, à vida eterna.

Para Reflexão

- A minha oração me permite fazer experiência constante do Cristo Ressuscitado?
- A minha oração é um encontro com o Senhor, uma experiência de que Ele está vivo e presente no meu caminho?
- A minha oração vai além do ritualismo quando me coloco em comunhão com o Ressuscitado?
- Maria é a mulher que experimenta na glória a realidade da ressurreição: Ela me recorda que também eu sou projetado para a glória eterna?

Fonte: Milícia da Imaculada Internacional

A união entre dois santos: a cela do amor sempre aberta

Papa João Paulo II e Maximiliano Kolbe
Bombas, aviões, gritos, desespero, lágrimas, pessoas que caminham sem rumo e sem direção pelas estradas da cidade, escondendo-se dos soldados para não se tornarem prisioneiros. Nossa história começa na Polônia, durante a segunda guerra mundial.


Maximiliano Kolbe e Papa João Paulo II viveram tudo isso, guardaram em suas memórias tantas imagens de horror e de ódio, de sofrimento e de dor, de um tempo difícil na sociedade do século XX. Mas em seus corações e mentes sabiam que o amor é maior que tudo e que vence o mal.

Estes dois filhos da Polônia, em tempos diferentes, estiveram no mesmo lugar: no bunker da fome. Padre Kolbe, franciscano menor conventual, viveu ali por quinze dias. Papa João Paulo II, conhecido pelos amigos e familiares como Karol Wojtyla, entrou na cela somente por alguns momentos, com uma vela e um ramalhetes de flores.

Gestos simples e profundos, em um único lugar, com um único ideal: dar a vida pelo irmão. A cela do amor sempre aberta une a vida desses dois poloneses, que traziam consigo um amor especial por Nossa Senhora, a Virgem que soube ouvir a voz de Deus, silenciar o coração, oferecer a vida e testemunhar a sua fé.

Durante os ataques, João Paulo II acompanhou o extermínio de tantas pessoas. Ele ainda não era sacerdote, era aluno da universidade e tinha sonhos de se tornar um ator. Mas seus olhos foram atraídos por um amor ainda maior, na dor e no sofrimento humano, descobre a riqueza de Deus, e que o amor é maior do que a morte.

"Só o amor constrói", destaca Padre Kolbe, diante da tragédia causada pelo pecado. A morte não vence o amor, pelo contrário, com Cristo, as cruzes se tornam caminho para a vitória. De seu convento anunciava a boa-nova por meio da imprensa, mas que no tempo de guerra, não teve medo de abrir as portas e acolher os doentes e refugiados.

Da mesma forma, no campo de concentração de Auschwitz, Maximiliano Kolbe segue os passos do mestre e decidi sair da fila e diz: "Quero dar a vida no lugar daquele homem". "Mas quem é você?", pergunta o comandante. "Um sacerdote católico". A troca é aceita e feita imediatamente, e Maximiliano desce os degraus do bunker da fome, nu, com mais nove prisioneiros.

Karol Woytila é ciente de toda essa história, é um polonês, que teve que fugir para não ser pego pela Gestapo ou assassinado pelos soldados da SS. Perde amigos e parentes, mas em seu coração, na maior dor que poderia sentir, descobre a sua vocação: ser sacerdote católico.

O sim de Padre Kolbe é total e ilimitado, principalmente no bunker da fome. Transforma aquele lugar de sofrimento e dores, em um lugar de paz. Como nos conta o prisioneiro-intérprete Bruno Burgowiec:

"Devido ao silêncio e à acústica, a voz de Padre Kolbe rezando espalhava-se pelas outras celas, onde podia ser ouvida bem. Esses outros prisioneiros juntaram-se a ele na oração. A partir de então, todos os dias, da cela onde se encontravam aquelas pobres almas e das celas vizinhas, vinha o som da recitação de orações, do terço e de hinos. Padre Kolbe começava e os outros respondiam em grupo. Quando essas orações e hinos fervorosos ressoavam em todos os cantos do bunker, eu tinha a impressão de estar em uma igreja." (TREECE, 1996, p.255)

No meio daquela escuridão, Maximiliano Kolbe resplandece a luz de Cristo, semeia o amor onde havia ódio, espalha união no lugar da discórdia, mostra a verdade onde prevalecia a mentira, leva esperança aos desesperados, ensina como ser alegre nos lugares onde só a tristeza reinava.

No auge de seu apostolado, Padre Kolbe chega escrever: "Viver, trabalhar, sofrer, e se preciso for, morrer." E assim aconteceu com o "mártir da caridade", no final dos quinze dias no bunker da fome, os soldados da SS injetam ácido fênico em um de seus braços. Era 14 de agosto de 1941.

"Quando viam a porta da cela aberta, os prisioneiros infelizes, chorando, imploravam um pedaço de pão e um pouco d’água, que nunca conseguiram. [...] Padre Kolbe nunca pedia nada nem se queixava. Olhava direta e atentamente nos olhos dos que entravam na cela. [...] Os homens da SS não conseguiam enfrentar seu olhar e costumavam esbravejar: 'Olhe para o chão e não para nós'. [...] À medida que os prisioneiros ficavam mais fracos, as orações continuavam, só que em sussurros. Mesmo quando, durante a inspeção, os outros estavam sempre deitados no cimento, Padre Kolbe ainda estava de pé ou ajoelhado com a fisionomia serena. Dessa maneira, passaram-se duas semanas. Os prisioneiros iam morrendo, um após outro e, a essa altura, só restavam quatro, entre eles Padre Kolbe, que ainda estava consciente. Os homens da SS decidiram que as coisas estavam demorando muito... Um dia chamaram do hospital o criminoso alemão Bock, para dar injeções de ácido fênico nos prisioneiros. [...] Vi Padre Kolbe, rezando, estender ele mesmo o braço ao assassino. Não aguentei. Com a desculpa de ter trabalho a fazer, saí. Mas assim que os SS e o algoz foram embora, voltei. Os outros cadáveres nus, enegrecidos, estavam no chão, seus rostos mostrando os sinais de sofrimento. Padre Kolbe estava sentado, ereto, encostado à parede. Seu corpo não estava sujo como os outros; estava limpo e resplandecente. A cabeça estava um pouco inclinada para um lado. Tinha os olhos abertos. Sereno e puro, seu rosto parecia radiante. Qualquer um teria notado e pensado que ali estava um santo." (TREECE, 1996, p.257-258)

Em 1982, no dia de 10 de outubro, Papa João Paulo II, declara o mártir de Auschwitz um santo da Igreja: "(...) sendo também ele um prisioneiro do campo de concentração, reivindicou, no 'lugar da morte', o direito à vida de um homem inocente, um dos quatro milhões. (...) reafirmou assim o direito exclusivo do Criador à vida do homem inocente e deu testemunho a Cristo e ao amor."

"Maximiliano não morreu... deu a vida", exclama Papa João Paulo II, quase no final de sua mensagem sobre o mártir da caridade. Agora do céu, o Santo de Auschwitz pode festejar a canonização de um outro polonês: Papa João Paulo II, que se tornará santo no dia 27 de abril, festa da Misericórdia, pelas mãos de Papa Francisco. Junto com ele, o Sumo Pontífice eleva também aos altares o Papa João XXIII.

Assim, a história destes dois grandes homens e santos estará unida eternamente por uma cela de amor, que se mantém sempre aberta. Precisamos anunciar ao mundo que "só o amor constrói", participe e divulgue o projeto "A Cela de Amor Sempre Aberta" idealizado pelas Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe, na Polônia: http://www.kolbemission.org/flex/cm/pages/ServeBLOB.php/L/IT/IDPagina/6956

Salve Maria Imaculada e viva os novos santos de Deus!

Lourdes Crespan
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe
São Bernardo - SP


Fonte:

FACCENDA, Luigi M. Era Mariana. Quarta edizione. Bologna. Edizioni dell'Immacolata, 1995.
TREECE, Patrícia. Maximiliano Kolbe: o Santo de Auschwitz. Tradução Barbara Theoto Lambert. Santo André. Edições da Imaculada, 1998.

Experiência missionária na Bolívia

Missionária Alejandra, novo membro da comunidade de Campo Grande - MS
"Sim" é a primeira palavra que vem na minha cabeça, quando penso na missão nestes cinco anos.

"Sim" ao amor e ao chamado de Deus, que mais uma vez me pede para deixar minha terra, minhas coisas e segui-lo na vida junto com os irmãos bolivianos. Descobrindo e amando uma cultura diferente da minha e daquela que conheci ao longo da mina vida consagrada.

"Sim" a uma experiência que me permitiu por em prática as palavras do querido e amado Papa João Paulo II, quando nos dizia: “novos métodos, novas expressões” para comunicar e anunciar o Evangelho, para partilhar e divulgar o nosso carisma mariano e missionário.

Nestes anos de missão, tive a oportunidade e aprendi muito com o serviço pastoral na paróquia, na qual está inserida a nossa comunidade, neste espaço, percebi a diversidade de dons e carismas, que me fizeram sair de mim mesma e, ao mesmo tempo, enriquecer-me com a vida dos irmãos com os quais tive a oportunidade de partilhar.

Nesta experiência de vida e de missão pude tocar com a mão a pobreza material e espiritual de tantas pessoas, colocando em prática a co-responsabilidade que deve animar a nossa vida e que dá movimento a nossa caminhada, percebi isto, ao colaborar indiretamente com as crianças do Projeto Adoção à Distância, do nosso Instituto, suas risadas, seus medos, suas alegrias, suas bagunças, me fizeram amá-las e pensar no futuro delas com dor, mais na certeza e confiança das pessoas, dos padrinhos, que na generosidade deles, tornam possível uma vida mais bonita para elas. 

A fortaleza , a alegria e o exemplo de Nossa Senhora, têm me ajudado muito nos momentos difíceis da mina experiência missionária e na entrega renovada de cada dia aos pés do altar; é isto que me dá confiança, me ensina a viver a minha entrega ao Senhor e dizer "sim", sem medo.

Outra palavra que tem me acompanhado muito neste tempo é "obrigada", primeiramente ao Deus da vida, pelo seu infinito amor para comigo;
obrigada porque no seu imenso amor olhou para mim e me escolheu;
obrigada pela sua fidelidade que sustenta mina fidelidade;
obrigada a todas as pessoas que neste tempo de caminhada em terra boliviana, tem caminhado ao meu lado, aos sacerdotes, às irmãs, aos laicos, aos jovens, que com sua oração e exemplo, têm partilhado suas vidas e assim tenho crescido e amadurecido na minha vida, como pessoa e como consagrada;
obrigada ao Instituto por confiar mais uma vez em mim.

Peço ao Senhor e a Imaculada, força, disponibilidade e muita generosidade nesta nova etapa da mina vida. Obrigada.

Alejandra Camila Moreno
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe
Campo Grande - MS

sábado, 19 de abril de 2014

Comentário do Evangelho segundo São João 20, 1-9

A alegria do Ressuscitado gera fé!

"No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram! Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos." (João 20, 1-9)

Depois de 40 dias nos preparando para o grande evento da Páscoa, hoje, podemos gritar bem forte que Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia tão esperado, cheio de esperança! Não sei se vocês estavam ansiosos para cantar logo o Aleluia, mas eu sim, e o meu coração pulou de alegria ao escutá-lo ontem, na grande Vigília Pascal. Escutando as pessoas que cantavam na missa, com um entusiasmo o Aleluia, era impossível não se alegrar e não se emocionar. De verdade, o nosso Senhor ressuscitou! Quem não se alegra com essa alegria de que o Ressuscitado está agora no meio de nós?! No meio de nós como Luz nova que vem iluminar todas as nações que estão nas trevas. Na Vigília Pascal, que começa no escuro, logo vê uma grande luz que ilumina tudo e todos. Jesus é essa Luz e nos convida para participarmos dela! É lindo ver nesse evangelho de João que os discípulos vão até o túmulo de Jesus e o encontra vazio. Jesus já não está mais no túmulo. Ele ressuscitou! Ele é a Luz do novo dia!

Segundo o biblista José Bortolini: “Aqui no capítulo 20 de João como vimos à cima, inicia com o túmulo vazio e termina com os livros cheios de sinais. É interessante que Pedro vai até o túmulo vazio e não crê, apesar do testemunho da comunidade. Também Tomé não crê, a tal ponto exigir uma prova da ressurreição. Quem crê é o discípulo amado que vê o túmulo vazio e acredita. Maria Madalena também ao escutar a palavra de Jesus crê nele. Por isso o capítulo 20 pode ser considerado uma catequese sobre a ressurreição de Jesus”. É mesmo uma catequese! Tanto é que, vemos Maria Madalena ir ao sepulcro de madrugada para “ver” o Senhor. É interessante que ela vai de madrugada (nasce um novo dia), mas para ela ainda é trevas.  As trevas representam o “mundo”, a negação da vida, que não aderiu a Jesus.

Maria Madalena é figura simbólica da comunidade sem perspectiva de fé.  Por isso, vai ao sepulcro vazio e não vê mais o seu Senhor. Enquanto sabe que o Senhor não está ali vai correndo ao encontro dos discípulos.  Ao encontra-los, fala do “roubo do corpo”. Os dois discípulos saem correndo. O discípulo amado chega primeiro. Pedro entra, porém não acredita e o discípulo amado não entra e acredita.

Nós vemos esse discípulo que amava muito o Senhor, ele corre rápido porque ama. Também Maria Madalena era aquela que também amava muito, tanto é que no evangelho de João20 1-9, Jesus aparece para uma mulher, a primeira que descobre o sinal do Ressuscitador. Mulher sensível, cheia de afeto, de ternura. Maria era aquela do cântico dos cânticos: Encontrei o amor de minha vida: agarrei-me a ele e não soltarei. Levanta-te, minha amiga, minha formosa, e vem. (Cânticos dos Cânticos 2,10) Vivamos agora com grande alegria porque sabemos que o Senhor Ressuscitou!!!! Aleluia! Que a alegria tome conta dos nossos corações! Feliz Páscoa! E que sejamos testemunhas do Ressuscitado na nossa vida!

Maria do Socorro Domingos Ferreira
Missionária da Imaculada Padre Kolbe


Fonte:
BORTOLINI, José. Roteiros Homiléticos Anos A,B,C. Festas e Solenidades Domenicais. São Paulo: Paulus, 2008. / Como ler o Evangelho de João. Caminho da Vida. São Paulo: Paulus, 1994.

Tríduo Pascal: Recolher os frutos da travessia! (Domingo de páscoa)

O canto de louvor é a oração que brota da nossa travessia! Entramos na quaresma de um jeito e estamos saindo de outro jeito. Saindo diferentes! ... porque deixamos Cristo nos tocar, mover e converter! Por isso, junto com a Virgem Maria, cantamos o nosso 'magnificat' ao Senhor pelas maravilhas, pelas luzes, pela libertação, pela força e por tantas bênçãos e dons que Ele concedeu a cada um de nós nestetempo. Recolhamos com sabedoria os frutos dessa travessia... construindo um sentido diferente para as nossas vidas!

Passos para a oração...


1. Invocação ao Espírito Santo

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora. Um coração desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus, para amar a todos, servir a todos, sofrer por todos. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir com humildade e fidelidade à vontade divina. Amém.

2. Reflexão
"Cristo nos deu a sua própria vida para que pudéssemos ter gosto pela vida. Para que fôssemos o 'celebrante' da vida. Apenas quando se vive de plenitude, quando se enche a vida de significado, de sentido, e não apenas de coisas e de fazeres, se está em condição de cantar, de magnificar o Senhor, como a Virgem." (Padre Faccenda)

3. Oração pessoal

Converso com Deus...

4. Prece a Virgem Maria

Ó Virgem Maria, dai-me um coração disponível como o teu e ajudai-me a escutar a voz de Deus, guardando em meu coração a Sua Palavra e praticando na minha vida a Sua vontade. Amém.

Rosana de Jesus Coelho
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe

Para ajudar na meditação:


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tríduo Pascal: Recolher os frutos da travessia! (Sábado santo)

O canto de louvor é a oração que brota da nossa travessia! Entramos na quaresma de um jeito e estamos saindo de outro jeito. Saindo diferentes! ... porque deixamos Cristo nos tocar, mover e converter! Por isso, junto com a Virgem Maria, cantamos o nosso “magnificat” ao Senhor pelas maravilhas, pelas luzes, pela libertação, pela força e por tantas bênçãos e dons que Ele concedeu a cada um de nós nestetempo. Recolhamos com sabedoria os frutos dessa travessia... construindo um sentido diferente para as nossas vidas!

Passos para a oração...

1. Invocação ao Espírito Santo

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora. Um coração desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus, para amar a todos, servir a todos, sofrer por todos. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir com humildade e fidelidade à vontade divina. Amém.

2. Reflexão

"Precisa eliminar com urgência aquele vazio central. E encontrar o Centro para a nossa vida. É magnifico viver." (Padre Faccenda)

3. Oração pessoal

Converso com Deus...

4. Prece a Virgem Maria

Ó Virgem Maria, dai-me um coração disponível como o teu e ajudai-me a escutar a voz de Deus, guardando em meu coração a Sua Palavra e praticando na minha vida a Sua vontade. Amém.

Rosana de Jesus Coelho
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe

Para ajudar na meditação:


Tríduo Pascal: Recolher os frutos da travessia! (Sexta-feira santa)

O canto de louvor é a oração que brota da nossa travessia! Entramos na quaresma de um jeito e estamos saindo de outro jeito. Saindo diferentes! ... porque deixamos Cristo nos tocar, mover e converter! Por isso, junto com a Virgem Maria, cantamos o nosso “magnificat” ao Senhor pelas maravilhas, pelas luzes, pela libertação, pela força e por tantas bênçãos e dons que Ele concedeu a cada um de nós nestetempo. Recolhamos com sabedoria os frutos dessa travessia... construindo um sentido diferente para as nossas vidas!

Passos para a oração...

1. Invocação ao Espírito Santo

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora. Um coração desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus, para amar a todos, servir a todos, sofrer por todos. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir com humildade e fidelidade à vontade divina. Amém.

2. Reflexão

"Não basta (como observei atualmente em algumas pessoas) alcançar os anos da vida. É necessário alcançar vida nos anos. Viver portanto de vida. Não viver de vazio." (Padre Faccenda)

3. Oração pessoal

Converso com Deus...

4. Prece a Virgem Maria

Ó Virgem Maria, dai-me um coração disponível como o teu e ajudai-me a escutar a voz de Deus, guardando em meu coração a Sua Palavra e praticando na minha vida a Sua vontade. Amém.

Rosana de Jesus Coelho
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe

Para ajudar na meditação: