quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Lançamento do livro "Maximiliano Kolbe: pureza e martírio"

É com alegria que convidamos você para participar do lançamento do primeiro livro de Lourdes Crespan. O evento será realizado no dia 29 de março, a partir das 19h, no show "Uma nota que elas notam", no CENFORPE, no Auditório Attílio Zobóli, em São Bernardo do Campo - SP.

Conforme o prof. José Marques de Melo, o livro escrito pela jornalista Lourdes Crespan "retoma parte da biografia de Maximiliano Kolbe de sua dissertação de mestrado para o Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp).

A autora pesquisou com sensibilidade, argúcia e sabedoria a trajetória do frágil polonês que se voluntariou para o sacrifício no campo de concentração de Auschwitz.

Trata-se do relato singular do martírio de um sacerdote católico que ousou desafiar a intolerância das tropas de Hitler, criando um movimento de evangelização midiática que sobreviveu à sua morte."

Contamos com a sua presença!

Mais informações: 


missionariasdaimaculada-padrekolbe 
Uma Nota Que Elas Notam 
http://umanotaqueelasnotam.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez conosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogênito (cf. Rm 8, 29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.

O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Papa Francisco

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Reunião do CRIS-SP

No dia 22 de fevereiro de 2014 aconteceu no Santuário de Schoenstatt, em Atibaia, SP, a reunião do Conselho Regional dos Institutos Seculares do Estado de São Paulo (CRIS-SP). O objetivo da reunião foi planejar o encontro anual para os membros dos Institutos Seculares, que moram em diferentes lugares e atuam em diferentes setores da sociedade e espaços da Igreja de SP. Ao encontrarem-se anualmente, os membros, rezam juntos, trocam experiências e aprimoram a própria formação de leigos e leigas consagradas a Deus nas condições ordinárias do mundo. A missionária Rosana, que participa do Conselho, diz que “tanto a reunião como o encontro anual é importante para favorecer a colaboração e a comunhão entre os institutos e para compartilhar as diferentes maneiras de viver uma vida consagrada”. O Conselho Regional é composto por 7 membros, de diferentes institutos. Esta composição estimula a diversidade dos carismas e a unidade da Igreja local.

Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mente e coração alargados

No dia 14 de fevereiro as missionárias Raquel, Maria do Socorro e Rosana receberam do professor Sandro Martins, na Casa da Imaculada , o certificado de conclusão do 1º. Módulo do Curso de Libras. Atentas aos apelos de cada pessoa, as missionárias se empenham em aprender LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para compartilharem com os surdos a beleza do evangelho e acompanhá-los em suas necessidades de interpretação. Aprender com os surdos alarga a mente e o coração!

Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe
São Bernardo - SP

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Caminho permeado de Amor!

Missionária Sara Caneva na Rádio Imaculada Conceição 580 AM - MS
Quando Deus nos chama nos coloca sempre em movimento. Ele nos impulsiona a sair do nosso pequeno mundo para que possamos crescer na confiança e encontrar mais vida, amor e liberdade.

Assim foi pra mim nesses 17 anos de caminhada no Instituto Secular Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe. Da cidade de Verona, na Itália, fui para Bolohna e depois para Bari... e em 2003, precisamente no dia 17 de outubro, vim para o Brasil na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. Em 2010, fui para Campo Grande, a Cidade Morena no Estado do Mato Grosso do Sul, aonde fiquei quatro anos, até o momento no qual o Senhor quis novamente que saísse do meu mundo para uma nova missão, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Olho para trás e vejo um caminho traçado por Ele com muito amor. Tenho muito que agradecer por esses quatro anos em Campo Grande, anos nos quais pude experimentar as exigências da escolha que fiz de seguir Cristo numa vida pobre, obediente e casta; anos nos quais pude experimentar a beleza desta escolha, o sabor da liberdade e a alegria de amar. Quero cantar o meu Magnificat por tanto amor que recebi e que não tive medo de doar.

Agora voltei para a cidade São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Deus precisa de mim aqui. Disse o meu sim sentindo toda a fadiga de deixar uma missão que tanto amo e ao mesmo tempo a liberdade de deixar-me conduzir por Ele numa nova missão, que um dia tive que deixar e que amo muito também. Com Deus é assim... não sabemos para onde Ele vai nos conduzir, só podemos ver um caminho constantemente permeado de Amor!

A São Maximiliano e à Imaculada peço a graça da fidelidade a Ele e um coração capaz de amar e se deixar amar em qualquer lugar onde Ele me chama a viver e a doar a minha vida!

Sara Caneva
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe
Direto local de São Bernardo - SP

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Fé e caridade: «Também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos»

Papa abraça doente que sofre de neurofibromatose,
uma doença hereditária, mas não contagiosa.
Foto: EFE/Claudio Peri.
Amados irmãos e irmãs!

1. Por ocasião do XXII Dia Mundial do Doente, que este ano tem como tema Fé e caridade: «também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16), dirijo-me de modo particular às pessoas doentes e a quantos lhes prestam assistência e cura. A Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega conosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele.

2. O Filho de Deus feito homem não privou a experiência humana da doença e do sofrimento mas, assumindo-os em si, transformou-os e reduziu-os. Reduzidas porque já não têm a última palavra, que é ao contrário a vida nova em plenitude; transformados, porque em união com Cristo, de negativas podem tornar-se positivas. Jesus é o caminho, e com o seu Espírito podemos segui-lo. Como o Pai doou o Filho por amor, e o Filho se doou a si mesmo pelo mesmo amor, também nós podemos amar os outros como Deus nos amou, dando a vida pelos irmãos. A fé no Deus bom torna-se bondade, a fé em Cristo Crucificado torna-se força para amar até ao fim também os inimigos. A prova da fé autêntica em Cristo é o dom de si, o difundir-se do amor ao próximo, sobretudo por quem não o merece, por quantos sofrem, por quem é marginalizado.

3. Em virtude do Batismo e da Confirmação somos chamados a conformar-nos com Cristo, Bom Samaritano de todos os sofredores. «Nisto conhecemos o amor: no facto de que Ele deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16). Quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo. Quando a dedicação generosa aos demais se torna estilo das nossas ações, damos lugar ao Coração de Cristo e por Ele somos aquecidos, oferecendo assim a nossa contribuição para o advento do Reino de Deus.

4. Para crescer na ternura, na caridade respeitadora e delicada, temos um modelo cristão para o qual dirigir o olhar com segurança. É a Mãe de Jesus e nossa Mãe, atenta à voz de Deus e às necessidades e dificuldades dos seus filhos. Maria, estimulada pela misericórdia divina que nela se faz carne, esquece-se de si mesma e encaminha-se à pressa da Galileia para a Judeia a fim de encontrar e ajudar a sua prima Isabel; intercede junto do seu Filho nas bodas de Caná, quando falta o vinho da festa; leva no seu coração, ao longo da peregrinação da vida, as palavras do velho Simeão que lhe prenunciam uma espada que traspassará a sua alma, e com fortaleza permanece aos pés da Cruz de Jesus. Ela sabe como se percorre este caminho e por isso é a Mãe de todos os doentes e sofredores. A ela podemos recorrer confiantes com devoção filial, certos de que nos assistirá e não nos abandonará. É a Mãe do Crucificado Ressuscitado: permanece ao lado das nossas cruzes e acompanha-nos no caminho rumo à ressurreição e à vida plena.

5. São João, o discípulo que estava com Maria aos pés da Cruz, faz-nos ir às nascentes da fé e da caridade, ao coração de Deus que «é amor» (1 Jo 4, 8.16), e recorda-nos que não podemos amar a Deus se não amarmos os irmãos. Quem está aos pés da Cruz com Maria, aprende a amar como Jesus. A Cruz «é a certeza do amor fiel de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos confere a força para o carregar, entra também na morte para a vencer e nos salvar... A Cruz de Cristo convida-nos também a deixar-nos contagiar por este amor, ensina-nos a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo para quem sofre, para quem tem necessidade de ajuda» (Via-Sacra com os jovens, Rio de Janeiro, 26 de Julho de 2013).

Confio este XXII Dia Mundial do Doente à intercessão de Maria, para que ajude as pessoas doentes a viver o próprio sofrimento em comunhão com Jesus Cristo, e ampare quantos deles se ocupam. A todos, doentes, agentes no campo da saúde e voluntários, concedo de coração a Bênção Apostólica.

Mensagem de Papa Francisco para o XXII Dia Mundial do doente
2014

Fonte: http://www.vatican.va

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"Uma nova missão dentro da minha missão"

Missionária Marlete, a primeira diretora brasileira do Instituto
Início de ano é sempre tempo de fazer planos, traçar metas, fixar objetivos... Mas confesso que neste início de 2014 não me preocupei muito em fazer planos, pois imaginei que a minha vida não mudaria muito em relação ao ano que passou. Eu estava completamente enganada. Eu não fiz planos, mas Deus os fez para mim e 2014 já chegou trazendo mudanças... Deus me confiou uma nova missão dentro da minha missão.

Em 2007, para minha grande alegria, eu fui enviada a Campo Grande - MS, juntamente com outras quatro missionárias, para darmos início aqui a uma nova comunidade do Instituto. E agora, depois de sete anos vivendo nesta comunidade e desenvolvendo vários tipos de serviço fui chamada, como disse antes, a uma nova missão: ser diretora desta comunidade. Devo dizer que foi uma surpresa muito grande. Eu, diretora de uma comunidade??? Parecia (e ainda parece) algo grande demais pra mim, mas, mesmo me sentido inadequada, meio incapaz para realizar este serviço, eu disse o meu sim confiando no célebre ensinamento de Santo Agostinho de que Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Para ser totalmente honesta eu tenho que admitir que rezei muito para que isso nunca acontecesse. E, no entanto, Deus não ouviu as minhas preces. Aconteceu. E a única coisa que pude pensar foi: se Ele me escolheu, quem sou eu para dizer não? E contra todas as minhas expectativas eu senti uma serenidade indescritível e a certeza absoluta de que Ele realmente nos concede a graça para realizarmos tudo aquilo que Ele nos pede.

A data escolhida para o início deste novo serviço é 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes. Para mim é um grande sinal. E a Ela eu peço a graça de saber me abandonar sempre à vontade de Deus e de servir com amor e fidelidade.

Posso dizer que estou muito feliz; não por ser diretora de uma comunidade, mas por estar experimentando aquela alegria e aquela paz que provêm da certeza de estar fazendo a vontade de Deus.

Marlete Lacerda
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe.
Campo Grande - MS

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pobres servos do Senhor estamos a serviço dos pobres

Intenção mensal: Para que aprendamos com a Imaculada a nutrir-nos daquela pobreza interior que nos permite acolher cada graça e manifestação de Deus.

Maria ensina com eficiência aos fiéis a colocar-se em uma atitude de humildade e de acolhimento em relação à vontade divina. Para a santificação do homem é fundamental que ele se pergunte o que Deus lhe pede e qual estrada lhe coloca diante do seu caminho. A Virgem demonstra toda esta atenção e torna-se esplêndida testemunha para a humanidade, disponibilizando-se, de modo total e generoso, para o cumprimento dos desejos divinos.

Não esqueçamos que Ela é bendita exatamente porque acreditou no cumprimento da palavra do Altíssimo. Maria acredita em Deus, é disponível à sua voz, confia na sua onipotência. O seu “sim”, o tomar conta de Jesus e de Isabel são frutos da sua entrega a Ele. A escuta da voz do Altíssimo permite a Maria lançar-se na caridade para com Jesus, para com Isabel. Existe uma ligação significativa entre a capacidade da humilde escuta e o agir com amor para com os irmãos. Este é o ensinamento de Maria: amá-la significa imitar o seu modo de acolher e se doar.

Maximiliano Kolbe, em um artigo intitulado o “Eco da Imaculada”, de 24 de dezembro de 1938, assim escreveu: “Já no momento da Anunciação, a Santíssima Trindade, por meio de um anjo, te apresentou de modo claro o seu plano de redenção e havia esperado de ti uma resposta. Naquele momento, te davas conta daquilo a que devias dar o teu consentimento, de que estavas para te tornar mãe! Ei-lo diante de ti, na forma de um recém-nascido. Quais sentimentos de humildade, de amor e de reconhecimento devem ter preenchido naquele momento o teu coração... enquanto admiravas a humildade, o amor e o reconhecimento que o Deus encarnado tinha a teu respeito... Preenche, te peço, também o meu coração da tua humildade, do teu amor, do teu reconhecimento!” (SK 1236).

A atenção de Maria em abraçar a vontade do Altíssimo nasce da sua atitude de humildade, da sua dependência total de Deus, único bem. É importante entender as disposições do Onipotente para poder realizar o seu desígnio com a máxima dedicação. Isto implica uma atitude de notável pobreza interior: aquela que mostra a mãe de Deus em cada circunstância.

De fato, “a pobreza de Maria, que é humildade, vida escondida, existência simples, pertença à humanidade mais comum, em uma aldeia desconhecida. É na sua totalidade, um apelo de graça e de glorificação à magnificência do Senhor. Deus escolhe realidades frágeis deste mundo para fazer resplandecer o Seu poder. Cada capacidade humana é um véu frente à única potência de Deus. Se Deus predestina Maria para tornar-se sua mãe, na encarnação, a quer pobre, humilde e escondida para melhor manifestar o esplendor da Sua graça” (M.Thurian, Maria Madre del Signore immagine della Chiesa, Brescia 1965, 72).

A procura de Deus e da sua vontade, para a Virgem, não acontece somente no tempo da Anunciação. Ela renova esta atitude de escuta também em outros eventos importantes da vinda terrena do Senhor, como o nascimento pobre, a fuga para o Egito, o encontro do menino Jesus entre os doutores do templo, a sua morte no Calvário. Em cada circunstância, a Imaculada aparece como modelo luminoso para aqueles que desejam dirigir-se ao Senhor com maior disponibilidade de coração.

A Imaculada demonstra a sua humildade também em associar-se perfeitamente à kenosi do Filho. Ela nos ensina a transformar os nossos momentos de cruz em tempos de união com a pessoa do Crucificado, com a qual desejamos ser profundamente ligados. Eis as palavras proféticas e significativas de Paulo VI: “Maria é, enfim, a Virgem oferente”. No episódio da apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2,22-35), a Igreja, guiada pelo Espírito Santo, descobriu, além do cumprimento das leis com respeito à oblação do primogênito (cf. Ex 13,11-16) e à purificação da mãe (cf. Lv 12,68), um mistério "salvífico" relativo à história da Salvação, precisamente: Em tal mistério realçou a continuidade da oferta fundamental que o Verbo encarnado fez ao Pai ao entrar no mundo (cf. Hb 10,5-7); viu nele proclamada a universalidade da Salvação, porque Simeão, ao saudar no menino a luz para iluminar as nações e a glória de Israel (cf. Lc 2,32), reconhecia nele o Messias, o Salvador de todos; entendeu aí uma referência profética à Paixão de Cristo: que as palavras de Simeão, as quais uniam numa única profecia o Filho, "sinal de contradição" (Lc 2,34), e a mãe, a quem a espada haveria de transpassar a alma (cf. Lc 2,35), verificaram-se no Calvário. Mistério de Salvação, portanto, que nos seus vários aspectos orienta o episódio da Apresentação no Templo para o acontecimento "salvífico" da Cruz (Paulo VI, Marialis Cultus, 20)

Para Reflexão:

- Reflito sobre a minha capacidade de acolher o projeto de Deus. Ela é fundamentada sobre a humildade e sobre a escuta, como ensina a Imaculada?
- A humildade me incita a depender em tudo de Deus, numa atitude de silêncio, escuta e adoração?
- Tenho humildade suficiente para transformar os momentos de prova em tempos de graça e de bênção?
- Acolho os momentos de fadiga e de humilhação com a certeza de que eles fazem parte integrante do meu caminho de santificação? Olho para Maria quando estou sofrendo?

Fonte: Milícia da Imaculada Internacional

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Celebrar o dia da vida consagrada com toda a alegria da nossa vocação!

Nós consagrados, religiosos e seculares, estamos em festa porque somos convidados a celebrar, hoje,o dia da vida consagrada com toda a alegria da nossa vocação! Celebrar o dia em que, por iniciativa de Deus e adesão nossa, nos deixamos consagrar por Ele, numa vida especial de seguimento, repleta de amor, esperança e fé. Bento XVI diz que “a cada pessoa consagrada é dedicada, hoje, a oração de toda a Comunidade, que dá graças a Deus Pai, doador de todo o bem, pela dádiva desta vocação, e com fé volta a invocá-lo”. Ou seja,o Povo de Deus, agradece a Deus pelo dom da vocação consagrada, e pede novas vocações.

Nós consagrados, afirmamos que o Senhor continua chamando algumas pessoas a fazerem uma opção profética de vida, sendo testemunhas de que a justiça é mais forte que a opressão, que a verdade orienta mais que a mentira, que a compaixão toca mais forte o coração das pessoas do que a indiferença.

Nós consagrados, vivemos num tempo em que somos provocados a assumir com coragem o nosso batismo. O Papa Francisco, em seu encontro com alguns líderes de comunidades consagradas, disse: “Despertem o mundo! Sejam testemunhos de uma forma diferente de fazer as coisas, de agir, de viver! É possível viver neste mundo de forma diferente”. Este é o apelo que o Papa faz a todos nós consagrados.

Que sejamos testemunhas de que uma outra vida é possível! Que sejamos testemunhas de “um modo diferente de ser e de agir”. Testemunhas de um modo diferente de nos relacionarmos! A Igreja e o mundo necessita sentir uma relação humana, que seja mais humana, mais verdadeira, mais fraterna, mais cheia de vida e de alegria.

Nós consagrados, lembramos que neste caminho especial de consagração, não nos fazemos consagrados sozinhos. Todo o povo de Deus participa da nossa entrega a Ele. Todo o povo de Deus soma forças conosco! Do contrário, a nossa vida de serviço dedicada aos irmãos na construção do Reino de Deus não tem sentido! Sentimos que a nossa vida é um dom que se enriquece e frutifica na medida em que é compartilha com cada pessoa que caminha conosco.

Nós consagrados, “cometemos erros e precisamos reconhecer nossas fraquezas” (Papa Francisco). Neste reconhecimento testemunhamos que a graça de Deus nos ajuda a começar e recomeçar a cada dia. E também cometemos acertos e precisamos reconhecer nossos dons. E neste reconhecimento testemunharmos que a graça de Deus é muita generosa em nos habitar.

Nós consagrados, desejamos celebrar o dia de hoje e os outros dias da nossa vida com toda alegria da nossa vocação porque acreditamos e sentimos que a nossa vocação é um dom de Deus para nós e para o mundo!

Juntos demos graças a Deus! Juntos peçamos a Virgem Maria, modelo dos consagrados, que nos acompanhe com sua presença terna no seguimento do Senhor.

Rosana de Jesus Coelho
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe


Fonte: 
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2012/documents/hf_ben-xvi_hom_20120202_vita-consacrata_po.html
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/526970-qdespertem-o-mundoq-integra-do-dialogo-do-papa-francisco-sobre-a-vida-religiosa#.UsrCcrywDUI.facebook