sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Segundo dia da novena: Contemplamos a Imaculada em seu humilde serviço aos irmãos

Maria  logo após ter recebido o anúncio do anjo decide iniciar a viagem para tornar-se companheira de caminhada de seus irmãos, sem deixar-se assustar pelas fadigas do caminho e pelas  suas  inadequadas possibilidades. Na pessoa de Isabel, grávida e de idade avançada, Maria reconhece o irmão indigente ao qual levar ajuda e esperança, revelando assim para nós o aspecto mais essencial da vida cristã no exercício de uma caridade corajosa, capaz de prevenir todo pedido e de responder com gratuidade e desinteresse.

Oração em dois coros (extraída do Prefácio das Missas da B.V.M.)

Bendizemos juntos ao Senhor, irmãos,
na memória da Virgem Maria;
exaltemos juntos o seu Santo Nome
e celebremos as grandes obras do seu amor.
                             
É justo dar glória ao Senhor
e cantar as suas misericórdias,
anunciar em cada dia a sua fidelidade
e bendizer ao Senhor dos séculos.

Ele manifestou a grandeza sublime
da Virgem Maria
na saudação profética de Isabel.

Iluminada pelo Espírito,
a mãe do precursor
a proclamou bem-aventurada
por ter acreditado na salvação prometida;
e no premuroso gesto da sua caridade
reconheceu a mãe do Senhor.

No eterno conselho do seu amor
Deus nos deu na bem-aventurada Virgem Maria
a Rainha clemente, especialista da benevolência de Deus,
que acolhe a todos aqueles que na tribulação recorrem a Ela;

A mãe da misericórdia,
sempre atenta às invocações dos filhos,
para que obtenham a sua indulgência e a remissão dos pecados;
a dispensadora de graça,
que intervem incessantemente por nós
perante o seu Filho,
para que socorra a nossa pobreza
com a riqueza da sua graça,
e com a sua poderosa intercessão sustenta a nossa fraqueza.

E nós, com os Anjos do céu,
celebramos a grandeza do Altíssimo
e cantamos a beleza da Virgem.

Na escuta da Palavra (Lc 1,39-45)

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? Pois quando tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz aquela que creu, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!".

Oração

Maria solícita na visitação.
T. Maria, rogai por nòs!
Mulher alegre em servir.
T. Maria, rogai por nòs!
Bem-aventurada pela tua fé.
T. Maria, rogai por nòs!
Mãe de misericórdia.
T. Maria , rogai por nòs!
Mulher alegre em servir.
T. Maria, rogai por nòs!
Mulher dócil à voz do Espírito.
T. Maria, rogai por nòs!

Canto ou responsório

Meditação

Dos escritos de São Maximiliano Kolbe:

"Nós continuamos e continuaremos cumprindo a missão de amor para com o próximo, qualquer que seja ele, para tornar doce o sofrimento aos doentes e para inflamar, através disso, os seus coraçoes por um amor grato à Imaculada, mãe que ama todas as almas sobre o inteiro globo terrestre." (SK 914)
"A essência do amor recíproco não consiste no fato que ninguém nos desgoste – o que é impossivel entre os homens – mas que aprendamos a perdoar-nos um com o outro de maneira sempre mais perfeita, imediatamente e completamente. Então recitaremos com grande confiança a invocação contida no 'Pai nosso': 'e perdoa os nossos pecados como nós perdoamos a quem nos tem ofendido' (Mt 6,12). Seria um verdadeiro problema se não tivéssemos nada ou bem pouco para perdoar aos outros." (SK 935)

Oração de intercessão

Sustentados pelo exemplo e pela intercessão de Maria, coloquemos a nossa confiante oração ao Pai: Escutai-nos, ó Senhor.

- Suscitai em cada um de nós e nas nossas comunidades o desejo de servir aos outros com alegria.
- Fazei com que cada família cristã seja um lugar privilegiado para a educação e para a solidariedade.
- Sustentai as organizações sociais e eclesiais que promovem a assistência aos necessitados

E agora como filhos de Deus no Filho de Maria, rezemos juntos como Jesus nos ensinou: Pai nosso...

Oração

Senhor, nosso Deus, que na Virgem Maria nos destes um modelo de suma humildade e de caridade sublime, fazei que a vossa Igreja se consagre com igual dedicação à vossa glória e ao serviço do homem e torne-se para todos os povos, sinal e instrumento do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e vive e reina convosco, na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.

Canto final

Primeiro dia da novena: Maria, mulher que acolhe

Saudação

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T: Amém

Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que se dignou nascer da Virgem Maria.
T: Bendito o Senhor pelos séculos dos séculos. Ave Maria...






Hino

Senhora gloriosa,
Bem mais que o sol brilhais.
O Deus que vos criou
Ao seio amamentais.

O que Eva destruiu,
No Filho recriais;
Do céu abris a porta
E os tristes abrigais.

Da luz brilhante porta,
Sois pórtico do Rei.
Da Virgem veio a vida.
Remidos, bendizei!

Ao Pai e ao Espírito,
Poder, louvor, vitória,
E ao Filho que gerastes
E vos vestiu de glória.

Oremos

Ó Deus, salvador de todos os povos, que por meio da Bem-aventurada Virgem Maria, arca da nova aliança, levastes à casa de Isabel a salvação e a alegria, faz com que, dóceis à ação do Espírito, nos também possamos levar Cristo aos irmãos e cantar o teu nome com hinos de louvor e com a santidade da vida. Por Cristo nosso Senhor que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.

Na escuta da Palavra (Lc 1,26-38)

Quando Isabel estava no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi.  A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo".

Ela perturbou-se com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo então disse: "Não tenhas medo, Maria! Encontraste graças junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó e o seu reino não terá fim”.

Maria, então, perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem?". O anjo respondeu: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível". Maria disse: "Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra". E o anjo retirou-se.

Pausa de silêncio

Meditação

Dos escritos de São Maximiliano Kolbe:

"Preparar o coração para acolher a eucaristia, no dia dedicado à Imaculada. Está aproximando-se uma festa que é nossa de uma forma toda especial, a festa da Imaculada. Como devemos preparar-nos? Como fazer para vive-la na maneira melhor? Antes de tudo purificaremos nossa alma com o sacramento da penitência, e assim as manchas do pecado serão tiradas. Desta forma a nossa alma, pelo menos um pouco, se tornará semelhante à Imaculada. Além disso, suplicaremos a Imaculada para que prepare nosso coração a acolher de maneira digna o seu Filho Divino, Jesus, presente no Santíssimo Sacramento do altar. Aproximemo-nos da Santa Comunhão neste dia da Imaculada Conceição, a Ela dedicado. Depois da santa comunhão, pediremos de novo à Imaculada para que seja Ela mesma a acolher Jesus em nossa alma e torna-lo assim feliz como ninguém nunca conseguiu, até o momento presente." (SK 1234)

Oração

Dos escritos de Dom Tonino Bello:

"Santa Maria, mulher da acolhida, ajuda-nos a acolher a Palavra no íntimo de nosso coração. E compreender, então, como Tu, as irrupções de Deus em nossa vida. Ele não bate à nossa porta para impor-nos o despejo, mas para iluminar a nossa solidão, com sua luz. Ele não entra em nossa casa para algemar-nos, mas para restituir-nos o gosto da verdadeira liberdade.

Sabemos disso: é o medo do novo que muitas vezes nos torna desconfiados com o Senhor que vem. Não gostamos das mudanças. E pelo fato, que Ele sempre desarruma nossos pensamentos e coloca em crise as nossas seguranças, cada vez que escutamos seus passos, evitamos de encontra-Lo e nos escondemos por trás da cerca, como Adão se escondeu entre as arvores do Éden. Ajuda-nos a compreender que Deus, se mexe com nossos projetos, não quer porém atrapalhar a nossa festa. Se incomoda o nosso sono, não nos tira porém a paz. E uma vez que o aceitaremos em nosso coração, também o nosso corpo brilhará de sua luz. Amém."

O Senhor nos abençoe, nos preserve de todo mal e nos conduza à vida eterna. Amém.

Canto final

Equipe de liturgia
Missionárias da Imaculada-Padre kolbe

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Novena da Imaculada: “Eis-me aqui, eu sou a serva do Senhor” (Lc 1,38)

Preparando nosso coração para celebrar a solenidade da Imaculada, mãe de Deus e nossa mãe, queremos contemplar as grandes coisas que Deus realizou nela. (cf. Lc 1,49)

Desejamos pronunciar com Maria o nosso "Eis-me aqui!" ao Deus da vida e alegria, renovando nosso compromisso em ser servos incansáveis e testemunhas do Amor de Cristo ao longo das estradas do nosso viver. Olhando para a Virgem Imaculada, para o seu singular exemplo de docilidade à Palavra que nela tomou semblante humano, queremos redescobrir o dom da fé, recebido no batismo, abrindo nosso coração a Cristo, Mestre e Salvador, para viver nossa peregrinação terrena na "esperança" de ser já por Ele salvos e redimidos.

É indispensável, portanto, o exercício da caridade, que se manifesta na solicitude concreta para com os nossos irmãos. Em Maria, esta virtude resplandece de forma eminente, porque as suas atenções de mãe alcançam constantemente cada criatura.

Louvamos a Deus por ter nos dado a Virgem Maria, que resplandece, antes o povo de Deus peregrinante, qual sinal de segura esperança e de consolação até o dia em que o Senhor virá. (cf. LG 68)

Confiantes, entregamos a Ela, mãe do Deus-conosco, as esperas, os desejos, os propósitos, as famílias, as comunidades paroquiais, a santa Igreja, os destinos deste nosso mundo sem paz e tudo aquilo que mais amamos, com a certeza que a nossa oração, pelas suas mãos, chegará ao Deus rico em misericórdia, que não deixará de dar aos seus filhos graças e benções.

Com estes propósitos e com todos os outros que carregamos em nosso coração, sentimo-nos servos do amor como Maria e cantamos com Ela, com nossa vida, o Magnificat àquele que é, que era e que vem pelos séculos eternos! Amém.

Equipe de liturgia
Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe

Foto: Lourdes Crespan/MIPK

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Levar a vida de Deus aos homens

Aos 13 anos, logo depois da primeira comunhão algo muito forte remexia dentro do meu coração, não sabia o que era, mas comecei a ter uma participação mais ativa na comunidade onde cresci.

Fui convidada a participar de uma missão em meu próprio bairro, onde seriam realizadas visitas às famílias. Eu tinha muito medo por não saber o que falar ou fazer, mas disse que sim. Foi uma forte experiência que até hoje vibra em meu coração, pois daqueles momentos nasceu o desejo de fazer Cristo conhecido e amado, de levar a vida dele aos homens, principalmente aos mais necessitados de atenção, de um sorriso, um abraço e do verdadeiro amor. Era lindo ver a alegria que irradiava no rosto das pessoas que nos recebiam e também das missionárias e missionários que participavam daquela missão. Eu realmente achava lindo, mas nem passava pela minha cabeça em ser Missionária da Imaculada-Padre Kolbe.

Após a Crisma, comecei a participar de retiros e encontros vocacionais, onde conheci a vida e audácia do grande santo Maximiliano Kolbe e como o que ele sonhou continua vivo através das missionárias, missionários e da Milícia da Imaculada. Estes exemplos de vida e vocação mexiam e remexiam muito forte em meu coração, sentia que tudo o que fazia na igreja, a forma como vivia parecia insuficiente, ainda tinha um vazio.

Decidi fazer acompanhamento vocacional e, através dele, fui percebendo a beleza da vida consagrada a Deus na Igreja e no mundo. Sentia-me chamada a ser missionária não apenas no lugar em que vivia e sim me oferecendo completamente a Deus onde e como Ele desejasse, mas a esta ideia e aos sentimentos que se apertavam em meu coração eu somente dizia não, não e não.

Quanto mais resistia, mais Deus se tornava o sentido único da minha vida e mostrava-me sua predileção. Não teve jeito, Jesus me seduziu com o seu modo de viver e de falar, olhou-me nos olhos, tocou meu coração e com a voz suave disse: Vem e Segue-me.

Envolvida em tão grande amor respondi Sim ao meu Deus, minha vida. Não podia ser diferente.
Hoje com o coração feliz e agradecido pelo dom da vocação, posso cantar com a Imaculada o meu magnificat ao Senhor, porque Ele realmente tem feito em mim maravilhas. Entrego-me de todo o coração a esta missão, no firme desejo de ser Maria no mundo e assim levar os corações a Deus.

Daiane Rodrigues de Sousa
Missionária da Imaculada-Padre Kolbe

Mais informações: https://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/events/589960687719613/

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, rogai por nós!

Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Eis a oração que inspiraste, ó Maria, a Santa Catarina Labourè,
neste mesmo lugar, há cento e cinquenta anos;
e essa invocação, de ora em diante gravada na Medalha,
é agora usada e pronunciada por tantos fiéis no mundo inteiro! (...)

És bendita entre todas as mulheres!
Foste associada intimamente à obra de nossa Redenção,
associada à Cruz de nosso Salvador;
teu coração foi transpassado, ao lado de seu coração.
E agora, na glória de Teu Filho,
não cessas de interceder por nós, pobres pecadores.

Proteges a Igreja da qual és Mãe.
Velas sobre cada um de seus filhos.
Obténs de deus, para nós,
Todas estas graças simbolizadas pelos raios de luz
que irradiam de tuas mãos abertas,
à única condição de que ousemos pedi-las a Ti,
que nos aproximemos de ti
com confiança, com audácia, com a simplicidade de uma criança.

É assim que sem cessar, nos conduzes a teu divino Filho.

Papa João Paulo II (1980)

Foto: Lourdes Crespan/MIPK

Conheça a história da Medalha da rua "Du Bac":

 
Feliz festa!

O sim de Daiane, profissão dos votos!

Nossa família consagrada está em festa pelo sim de Daiane, venha celebrar conosco!

O rito acontecerá durante a santa missa, às 10h, na Capela Nossa Senhora de Lourdes, na Estrada do Rio Acima, 6242, bairro Tatetos, Riacho Grande, em São Bernardo do Campo - SP, próximo do Centro Social Maximiliano Kolbe.

Esperamos por você!





Mais informações: https://www.facebook.com/pages/Mission%C3%A1rias-da-Imaculada-Padre-Kolbe/392643354093325#!/events/589960687719613/

A Medalha Milagrosa

A medalhinha da Imaculada Conceição, também conhecida como "medalha milagrosa", é conhecida no mundo inteiro.

Qual é a sua origem? "Era o dia 27 de novembro de 1830 - diz Santa Catarina Labourè...".
Essa narrativa foi redigida mais tarde por ordem do seu diretor espiritual. De fato, no começo, o prudente confessor Padre Alabel não acreditava na autenticidade da aparição. Ele mesmo escreve: "A pessoa que tivera essa visão..."
Em outor lugar, ele escreve como conseguiu realizar tal projeto de mandar cunhar a medalha: "Tive a oportunidade de me encontrar com o arcebispo de Paris, Dom Jacinto Ludovico Quelen... decidi preparar-me para o obra".
Vieram depois outras muitas conversões, tanto que logo se acrescentou o atributo de "milagrosa" à medalhinha. Já nos primeiros meses, milhões de exemplares da medalha foram fundidos pelo mundo, tanto que a produção não conseguia satisfazer os pedidos em tempo útil.
No ano de 1920 também aconteceu comigo em um caso singular:

No hospital de Zakopane, onde permaneci por um certo tempo como enfermo e capelão, uma senhora estava nas últimas. Já estava se preparando para a morte; entretantom falava com grande pesar do marido, cuja conversão ela já não esperava mais. Ele veio ao hospital. Procurei sugerir-lhe uma leitura adequada, conversar com ele sobretudo assuntos religiosos, mas obtive como única resposta: "Necessito de provas mais claras"; enquanto isso, não se preocupava  minimamente em ler livros mais sérios. Quando veio me cumprimentar, na hora da partida, fiz uma última tentativa. Apresentei-lhe a medalha milagrosa e ele aceitou. Depois, lhe sugeri que se confessasse: "Não estou preparado, não, de jeito nenhum", foi a resposta mas... depois dobrou os joelhos e se confessou entre lágrimas.

São Maximiliano Kolbe
Zalopane, Japão - maio de 1939


Foto: Lourdes Crespan/MIPK

Leia também: http://www.kolbemission.org/flex/cm/pages/ServeBLOB.php/L/PT/IDPagina/122

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Construir juntos os novos caminhos da Igreja!

Dos dias 14 até 17/11/2013, nós Missionárias da Imaculada Padre Kolbe junto com os (as) consagrados (as) seculares do Brasil nos encontramos na Casa de Schoenstatt –Tabor, em Atibaia, SP, para viver a XXI Assembléia Nacional dos Institutos Seculares - cujo o tema foi  “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (Jo 2,5) com o objetivo de aprovar a proposta da reforma do Estatuto da Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS) e eleger o novo Conselho Nacional da Conferência. Participaram deste acontecimento cerca de 85 consagrados seculares, distribuídos entre diferentes Institutos e Associações em vista de serem erigidas como Instituto Secular.

Depois de rezar, estudar, discutir e trocar experiências aprovamos o novo estatuto! Foi uma experiência muito importante de colaboração e participação de cada Instituto e de cada membro. Além da votação do estatuto, vivenciamos diferentes momentos de oração, preparado pelos consagrados presentes nas diferentes regiões do Brasil! Estes são acompanhados pelo CRIS (Conselho Regional dos Institutos Seculares) de sua região. É muito bom sentir que a Igreja tem um rosto plural na construção de sua identidade, expressa no carisma e no jeito particular de cada consagrado secular viver o seu compromisso com Deus e com os irmãos! Elegemos, também, o novo Conselho Nacional que é responsável por animar, promover, aprofundar e atualizar a vida consagrada secular e sua missão, bem como representar os Institutos Seculares do Brasil em âmbito regional, nacional e internacional.

Esperamos que este acontecimento nos anime e nos fortaleça no seguimento a Jesus Cristo, nos conduzindo a uma responsabilidade sempre mais amorosa e efetiva com as pessoas, especialmente com as mais necessitadas.

Missionária Rosana de Jesus Coelho
Membro do Conselho Regional dos Institutos Seculares da Região de São Paulo, sul 1


Conselho Nacional (Conselho Executivo e Conselho Econômico)
Conselho Executivo:
Presidente: Aparecida de Guadalupe Cafaro
Vice-Presidente: Veranice Aparecida Bergamin
Secretária: Adriana Cristina Gomes
2ª Secretária: Sandra de Assis Reis
Tesoureira: Floriza Kazue Okuda
2ª Tesoureira: Leonilda Pierazzo de Oliveira
Conselheira: Marlúcia Mendonça da Silva
Conselheira: Ana Neotti 

Conselho Econômico:
Hans Czarkowski
Zilda Barbosa Santos
Maria Aparecida Sousa Ramos

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Padre Kolbe e o último lugar

Neste mês desejo apresentar-lhes uma reflexão que fiz lendo o Evangelho de Lucas 14, 1.7-14:

“Certo sábado, ele (Jesus) entrou na casa de um dos chefes dos fariseus para tomar uma refeição... Em seguida contou uma parábola aos convidados, ao notar como eles escolhiam os primeiros lugares. Disse-lhes: “Quando alguém te convidar para uma festa de casamento, não te ponhas no primeiro lugar... Pelo contrário, quando fores convidado, ocupa o último lugar”.

A sala do banquete aqui descrita é a metáfora da vida: como aconteceu então, assim pode acontecer hoje. Deseja-se então conquistar os primeiros lugares pensando que viver é dominar, prevalecer sobre os outros. Vencer, vencer sempre e a todo custo. Entra-se assim na sala do banquete da vida, do grupo, das nossas comunidades em um clima de verdadeira e própria competição. Jesus, neste trecho do Evangelho de Lucas nos surpreende.
Vendo a corrida pelos primeiro lugares, Ele reage e propõe uma outra lógica:
Quando fores convidado, ocupa o último lugar. Faça isso não por espírito de humildade, não por modéstia, mas para criar fraternidade, para dizer ao outro: primeiro você e depois eu; você é mais importante do que eu; escolho o último lugar não porque eu não valho nada, mas porque você, irmão, irmã, seja servido por primeiro e melhor.

O último lugar – dizem os Rabinos – é o lugar de Deus que cria o mundo e depois se retira. Do que Deus se retira? Da sua total onipotência para dar lugar à sua criatura.
Analogamente, o último lugar se torna o lugar de quem dá lugar aos outros. É o lugar de quem ama mais. É o lugar de Jesus que veio não para ser servido, mas para servir. “Vim para ser teu servo”. Deus, meu servo! Uma verdade que nos dá vertigem e, ao mesmo tempo não esperada por nós. Por quê? A busca pelo primeiro lugar é uma paixão tão forte que penetra o coração de muitos. É preciso, portanto, vigiar para compreender que só quem serve, poderá no final reinar. Chegar a esta verdade significa entrar na visão do verdadeiro rosto de Deus.

O último lugar é o lugar de quem entra na lógica do Evangelho: perder para vencer, servir para reinar.
O último lugar é aquele que Padre Kolbe ocupou por toda a sua existência.
Só alguns flashes sobre ele:
Em maio de 1939 padre Kolbe foi convidado por um pároco para um almoço, junto com outros sacerdotes, para a visita do Bispo. Confundido com um judeu, foi-lhe dito: antes comem o arcebispo e os sacerdotes, depois os judeus. Padre Kolbe se passa por um judeu, espera e come por último.
No campo de concentração, quando é servida a comida, padre Kolbe se adianta quando se dá conta que só tem restos, para deixar para os outros um refeição mais substanciosa.

Qual é, portanto, o último lugar? Aquele que ninguém quer.
Padre Kolbe toma o lugar que ninguém quer até o dom da própria vida.
Nos Exercícios Espirituais do ano de 1918, assim escreve: “a glória, a estima e a valorização dos outros... alegre-se quando os outros são engrandecidos... Considera cada irmão (irmã)
maior que você, e você o menor de todos. Reconhece cada um maior que você não só no esforço da busca da mente, mas também com a atitude exterior.
Se você considera um outro maior que você:
a) Conversarás com ele com mais calma;
b) Não o ofenderá com a palavra, não o magoará, não suspeitará dele...” (SK 1969)

Padre Kolbe vivia tudo aquilo que afirmava com as palavras, e o seu comportamento exterior era tão eloquente que entre os seus confrades se dizia: “Fala com um confrade colocando-se aos seus pés”.
Textos tirados dos Arquivos Vaticanos nos dizem que padre Kolbe, o homem dos grandes sucessos editoriais, “Era muito humilde, não se enaltecia diante dos outros. Cada palavra de aprovação que recebia,a endereçava a Imaculada, como verdadeira autora, da qual ele era o modesto executor. Escondia-se dos elogios. colocando-se no último lugar. Não se empurrava para o primeiro lugar. Disse em uma conferência: “Uma alma humilde que reza, governa a sorte das nações, do mundo a por fim o próprio Deus”.
“Estava sempre sorridente e não se impunha aos outros”. (Frei Floriano)

Sabemos bem que nos grupos, nas associações, nos movimentos pode surgir, às vezes, a conflitualidade porque cada um deseja ser o primeiro da classe. Padre Kolbe, com a sua vida e os seus escritos, sugere-nos, ao contrário, tomando-nos à parte e em um sussurro: deixa de lado todas as coisas e recolha-se em Deus. Ele, sua única alegria.
É assim, somente assim que nasce verdadeiramente a fraternidade.

Missionária Angela Esposito
Polônia