sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Silêncio e autocrontrole

Constrangidos a viajar, a falar, a nos mexer conforme as exigências do apostolado e das várias atividades, somos tentados a nos dispersar e nos separar da união com Deus para entrar pouco a pouco na situação de tepidez e relaxamento espiritual. Este é um grave perigo que se pode tornar fatal para a santidade.
É preciso saber construir uma "cela" interior, zelá-la com momentos concretos de silêncio e recolhimento dos quais saberemos aproveitar quando estaremos sozinhos no trabalho, no nosso quarto, na capela, durante as viagens; uma cela interior mantida com discrição e controle no falar, no rir, no agir e com modéstia. Será também de grande ajuda evitar as inúteis curiosidades dos olhos, dos ouvidos e do coração.
Sugiro também o exercício do domínio dos nossos sentimentos, para que, vivendo de profundas convicções, saberemos ser verdadeiras mulheres e verdadeiros homens e não "canas agitadas pelo vento" do fervor ou da aridez.
Para favorecer este progresso gradual, é necessário, mais do que nunca, se acostumar a sentir a presença de Maria sempre mais perto de nós, de tal forma, que seja impossível afastar o nosso olhar do dela, como a criança que, mesmo brincando ou correndo, não pára de olhar para mãe, pois sabe que ela está sempre perto dela. Invoquemos Maria, recorramos a Ela, ofertemos as lágrimas, as tentações, as oposições e assim não desperdiçaremos no coração dos homens os méritos de um generoso e quotidiano compromisso.

Padre Faccenda - Fundador do Instituto