quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Número 16.670

Filho de Júlio e Maria Dabroska, Maximiliano Kolbe nasce em Zdunska Wola, na Polônia, a 8 de janeiro de 1864. No batismo, recebe o nome de Raimundo. É o segundo de cinco filhos.
Em 1907, Raimundo e seu irmão mais velho, Francisco, entram no Seminário Menor dos Franciscanos Conventuais, em Leópolis.
Na escola, gostava de matemática, de ciências e de estratégias militares. Xadrez era seu jogo preferido. Chegou a desenvolver projetos de foguetes, montava rádios e outros aparelhos. Mas, com o início da guerra, descobre que seu pai decide combater contra os russos. Em 1919, terá a confirmação que este morrera na guerra.
Como o pai, Raimundo sonha em defender a Polônia, quer lutar pela pátria, defender seus irmãos. E, antes de entrar no noviciado, em 1910, tem uma crise vocacional. Esta dúvida o persegue, a tal ponto que decide não somente abandonar a Ordem Franciscana, mas convence Francisco, seu irmão, a ir com ele. Estavam prontos para conversar com o reitor, quando ambos recebem uma visita inesperada. Era Maria Dabroska, que contava para os filhos que também ela entraria no convento. Eles optam pela vida consagrada e, a partir deste dia, Maximiliano canaliza suas forças e estratégias militares para “conquistar” almas para o reino de Deus.
No dia primeiro de novembro de 1914, ele se consagra totalmente a Deus. Aos 20 anos de idade, Maximiliano recebe o grau de doutor em Filosofia.
Na noite de 16 de outubro de 1917, junto com mais seis confrades, cria a Milícia da Imaculada. É ordenado sacerdote, em 28 de abril de 1918, e conclui seu segundo doutorado, este em Teologia, em 1919.
De volta para a Polônia, o filho de Júlio e Maria Dabroska será chamado e conhecido como Padre Maximiliano Kolbe. Tuberculoso, é enviado a dar aulas no Seminário Franciscano de Cracóvia, mas não consegue falar com voz alta durante muito tempo, portanto, é transferido para atender as confissões. Nas crises da doença, é enviado para uma casa de recuperação, na cidade de Zakopane.
Em 1927, após uma conversa com o príncipe João Drucki-Lubecki, Maximiliano ganha um terreno em Teresin, fora de Varsóvia, próximo da principal rede ferroviária, e inicia a construção da Cidade da Imaculada, mais conhecida como Niepokalanów. Era dia primeiro de outubro.
No dia primeiro de setembro de 1939, a Alemanha declara guerra à Polônia. Após 18 dias, os nazistas confiscam a Cidade da Imaculada e prendem Padre Maximiliano e outros franciscanos. Estes permanecem quase 80 dias detidos, sucessivamente, nos campos de concentração de Lamsdorf, Amtitz e Ostrzeszów. Retornam à cidade-convento no dia 10 de dezembro.
No dia 17 de fevereiro de 1941, a Gestapo retorna a Niepokalanów e prende mais uma vez Maximiliano Kolbe. Este é enviado ao presídio de Pawiak, em Varsóvia.
No dia 28 de maio, é transferido para o campo de concentração de Auschwitz e se torna o número 16.670.
Morre no dia 14 de agosto de 1941, com uma injeção de ácido fênico aplicada no braço, após ter passado 15 dias no bunker da fome, depois de ter se oferecido para morrer no lugar de um pai de família.
Padre Maximiliano foi beatificado no dia 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI, e canonizado pelo Papa João Paulo II, no dia 10 de outubro de 1982.

Lourdes Crespan