sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Pedir a santidade - Parte I

Eis a força de Padre Kolbe, a oração. A sua capacidade de intercessão se baseia, sem dúvida alguma, como no caso de Maria, na sua amizade com Deus e na sua intensa participação no sacrifício de Cristo. Mas o “motor” que anima e move a sua capacidade de interceder é, com toda a certeza, a oração, pois Padre Kolbe foi um homem imerso na oração.

Foi o seu intenso e constante relacionamento com Deus que lhe permitiu manter o equilíbrio entre as numerosas atividades e os exigentes empenhos de sua vida. A oração mantinha o seu coração aberto às necessidades dos irmãos e da humanidade. A oração sempre foi nascente à qual ele recorreria para alimentar as suas energias apostólicas. A oração o sustentou no campo de concentração, fazendo dele um mártir da caridade e um luminoso exemplo de esperança, que rompeu as trevas do bunker da morte.

Terminada a sua vida terrena, Padre Kolbe não cessou de “trabalhar”, mas como costumava afirmar: enquanto, na terra, devia segurar na mão da Imaculada para pedir a sua ajuda, agora, no céu, pode trabalhar com ambas as mãos. Portanto, é nosso grande intercessor junto ao trono de Deus.

Pareço ver Padre Kolbe todo atento cuidando da Milícia da Imaculada, vejo-o levando nossos pedidos a Deus Pai, através de Maria, que ele sempre venerou como medianeira de todas as graças.


A escritura sugere discernir bem aquilo que devemos pedir, porque muitas vezes não sabemos nem mesmo o que é conveniente pedir (cf. Rom 8,24). Por causa dessa incapacidade de saber o que é melhor para nós, às vezes pedimos coisas sem importância, sem necessidade ou até mesmo nocivas. Por isso, a graça mais importante a pedir é a santidade.

Pedir a santidade

Uma santidade entremeada com aquelas virtudes que admiramos em São Maximiliano: profunda consciência dos próprios pecados, unida a um grande desejo de conversão, para entrar na intimidade da vida trinitária; um amor terno e eficaz a Maria Imaculada, pelo qual nos doamos a Ela através da consagração, para ser instrumento de salvação para a humanidade; uma serena humildade que nos torna plenamente obedientes à vontade de Deus; uma caridade a toda prova para com os irmãos, que nos torna pacientes, benignos, que nos faz superar a inveja, o ciúme, as antipatias, o egoísmo e que nos torna capazes de perdoar sempre, de compreender tudo, de esperar contra toda desesperança (cf. 1Cor 13).

Peçamos a Deus, pela intercessão de São Maximiliano o dom de uma verdadeira santidade. E, junto com a santidade, peçamos também o dom da oração que sustenta e alimenta o nosso empenho de santidade.

Padre Faccenda
Fundador do Instituto

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