domingo, 31 de agosto de 2014

Pedir a santidade - Parte II

Pedir vocações

Existe uma outra realidade que é muito importante e que queremos confiar à intercessão de São Maximiliano: é o pedido pelas vocações.
Sem vocação a Igreja seria como uma árvore sem vida, como um jardim sem flores, como um rio sem água. As vocações são os sinais concretos da vitalidade da igreja.
São Maximiliano foi um mestre na arte de descobrir nos jovens os sinais de uma verdadeira vocação à vida consagrada e foi pai e formador de numerosos jovens que se confiaram a ele com plena disponibilidade.
Ao longo de toda a sua vida e, particularmente, durante os últimos anos, Padre Kolbe foi educador incomparável, mestre de vida espiritual, guia luminoso.
Por onde ele passava semeava a paz, a concórdia, o amor recíproco; dissipava as duvidas, infundia coragem. Por natureza e empenho pessoal era um extraordinário formador. Por isso, nós hoje podemos invocar a sua intercessão no discernimento e nos cuidados com as nossas vocações religiosas.

Pedir o espírito missionário

Existe um terceiro pedido que queremos confiar à intercessão de São Maximiliano que, agora no céu, está trabalhando com  ambas as mãos. A ele peçamos que obtenha para nós genuíno e profundo amor à missão.
Padre Kolbe é certamente a pessoa justa para fazer esse tipo de pedido. Ele, de fato, foi um homem marcado pela paixão de levar todos os homens a Deus.
“Seria necessário não esquecer que sob o sol não existe apenas a Polônia e o Japão, mais que um número ainda maior de corações palpitam além das fronteirais destes países”.
A sua visão do mundo a evangelizar é, ao mesmo tempo, universal e pessoal. E ele não cessa de frisar com essas palavras, que brotam frequentemente: “todo” e “cada um”.
“Existe um universo, mas cada ser que o compõe é um mundo em si. Para todos e também para cada um Cristo versou seu sangue: por todos que se encontram espalhados no mundo, não importa o lugar, sem distinção de raça, de nacionalidade, de língua...e também por aqueles que viverão, não importa em que tempo, até o fim do mundo”.
A paixão pela salvação dos irmãos o conquistou totalmente, tanto que desejava ser considerado como um louco, por causa dessa paixão. Assim, de fato, lemos em uma carta que ele escreveu a um jovem confrade que se preparava para partir a missão no Japão. É interessante ler a conclusão dessa carta: “coragem, caro irmão, vem morrer de fome, de fadiga, de humilhação pela Imaculada”.
Mais uma vez sentimos que, pedindo a intercessão de São Maximiliano para que tenhamos um iluminado ardor missionário, colocamo-nos em boas mãos. Ele, que gastou cada segundo da sua vida no serviço aos irmãos, alcançará para nós esse dom.
Quis apresentar São Maximiliano como um potente intercessor para cada um nós, para toda a igreja e todo o mundo.

Na festa dos 60 anos de seu martírio, a ele queremos confiar de modo especialíssimo três grandes e importantes intenções: Santidade, vocação e impulso missionário.

Padre Faccenda - Fundador do Instituto