sexta-feira, 9 de maio de 2014

Pobres servos do Senhor estamos a serviço dos pobres

Intenção de maio: “Para que aprendamos com a Imaculada a aderir ao projeto de Deus com humildade e disponibilidade de coração.

Maria demonstra que para aderir à vontade de Deus é necessário realizar um caminho de discernimento. Quando nos encontramos diante de uma intuição que nos parece proveniente de Deus, é importante não só procurar entender bem a sua origem, mas também como poder realizá-la. Na ocasião da Anunciação, Maria pergunta ao anjo não por incredulidade, mas para compreender melhor o projeto de Deus. As perguntas da Virgem são legítimas e fazem entender como é importante uma adesão à vontade divina, que comporte o envolvimento da mente e do coração. Os cristãos são chamados a viver em uma constante atitude de discernimento, e estarem atentos para compreender e realizar o projeto divino na própria experiência de vida.

Esta constante expectativa é ensinada exatamente por Maria, que nos Evangelhos aparece sempre pronta a viver tudo quanto o Altíssimo lhe revela. O discernimento pertence, portanto, à experiência de Maria, que nos ensina a aderir plenamente à vontade de Deus, mesmo que surjam em nós questionamentos e dúvidas. É sempre importante ter consciência do quanto se faz, mas sem que seja menor a disponibilidade plena em cumprir o projeto de vida que Deus pensou para nós.

Não é por acaso que Paulo VI define Nossa Senhora como Virgem em escuta: “Maria é a Virgem em escuta, que acolhe a palavra de Deus com fé; e esta foi para Ela premissa e caminho para a maternidade divina.” (Paulo VI - Marialis cultus, 17)  Maria ensina prestigiosamente a colocar-se em atitude de acolhimento em relação à vontade divina. Para a santificação do homem, é fundamental que ele se pergunte qual é a vontade de Deus a respeito dele e qual estrada coloca diante dele para o seu caminho. A Virgem, dispondo-se de modo total e generoso ao cumprimento da vontade divina, se torna esplêndida testemunha para toda a humanidade.

Maria demonstra a capacidade de realizar um discernimento contínuo, ligado a todos os acontecimentos que dizem respeito ao seu Filho. Certamente isso acontece no momento da Anunciação, mas é renovado em outras ocasiões de prova, particularmente delicadas, como, por exemplo, na dolorosa fuga para o Egito (cf. Mt 2, 13-15) e na perda de Jesus no Templo (cf. Lc 2, 48-50). São situações em que a Imaculada, meditando tudo em seu coração, demonstra, ainda, conseguir permanecer próxima ao projeto divino. O mesmo acorre quando vai procurar o Senhor, preocupada com tudo o que se diz dele (cf. Mt 12, 46-47). Também nesta situação prossegue o seu caminho respeitando a vontade sobrenatual. A mesma dinâmica se realiza no Calvário (cf. Jo 19, 25-27).

Segundo São Maximiliano, a oração e o amor à Virgem permitem ao fiel um conhecimento sempre mais perfeito a respeito dela e o dispõem a aprender e viver as suas virtudes. De fato, “cada pensamento, palavra, ação e sofrimento da Imaculada foram o mais perfeito ato de amor a Deus, de amor a Jesus. Seria necessário, por isso, dizer às pessoas, a todas e a cada uma em particular, àqueles que vivem agora e que viverão até o fim do mundo, com o exemplo, com a palavra viva, escrita, impressa, divulgada através do rádio, com a ajuda da pintura, da escultura, etc. O que e como a Imaculada pensaria, diria, faria nas circunstâncias concretas da vida presente, nos vários ambientes sociais, a fim de que um amor perfeitíssimo, o amor da Imaculada ao Coração Divino, possa arder sobre a terra.” (SK 647)

Como Maria, que se entregou totalmente ao projeto e à força do Onipotente, também os fiéis são chamados a realizar o mesmo passo. A experiência espiritual de Padre Kolbe testemunha que mesmo no contexto social onde vivemos é possível  viver unidos estreitamente a Deus e constantemente orientados à ajuda aos irmãos. Lendo a sua história, compreendemos que nos encontramos diante de um autêntico milagre de amor de Deus. Quando nos abandonamos à onipotência divina, a nossa vida se transforma em um prodígio de amor. O Senhor pode realizar coisas grandes em nós, como aconteceu com os santos e com a Virgem Maria. Não limitemos com o nosso egoísmo e as nossas estreitas verdades a potente ação de Deus. A entrega ilimitada à vontade de Deus, à qual tudo é possível, nos permite tornarmo-nos instrumentos e testemunhas da sua onipotência, segundo o projeto do bem pensado para nós. Kolbe ensina que a Imaculada pode ser mestra nesta dinâmica espiritual.

Reflexão:

- Tenho a convicção que a minha santidade é o fruto da realização do projeto de Deus para mim?
- A docilidade de Maria fala ao meu coração, me ensina a ser sempre disponível ao projeto divino?
- O meu coração está pronto para acolher o que o Senhor diariamente me comunica?
- Maria é um exemplo para São Maximiliano: me deixo inspirar também pelo esplêndido testemunho da Imaculada, sobretudo com relação à consagração e à disponibilidade? Como está o meu caminho?
- Como está a minha capacidade de escutar a voz de Deus e a minha docilidade em realizar o Seu projeto? 

Fonte: Milícia da Imaculada Internacional