quinta-feira, 20 de junho de 2013

Festa Junina: conheça a origem e suas influências no Brasil

Foto: Lourdes Crespan
Missionárias, aspirantes e voluntários: festa junina! - Foto: Lourdes Crespan
Chegamos em junho, e as festas juninas tomam conta deste mês, animando nossa paróquia e muitas cidades do Brasil, onde comemoramos a devoção de grandes santos: Santo Antônio, São João, São Pedro, São Paulo, e essas comemorações são marcadas pelas deliciosas quermesses, quadrilhas, comidas típicas, bandeirinhas, além das peculiaridades de cada região.
Mas você conhece a origem desta festa? Qual o seu significado e como é celebrada em diversas regiões?
Aproveitamos este período para trazer a você um breve histórico sobre esta grande festa e quem sabe, possa animar você a preparar ou participar de uma deliciosa festa junina.
 
A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências.
 
A relação destas festas com os santos católicos está no simples fato de coincidirem com o mês em que são celebrados no calendário litúrgico.
A tradição de comemorar o dia de São João veio de Portugal, onde as festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diversos feriados municipais: Santo Antônio, em Lisboa; São Pedro, no Seixal; São João, no Porto, em Braga e em Almada.
As festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.
O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos.
A dança de fitas, bastante comum no sul do Brasil, teria vindo da Península Ibérica, muito comum em Portugal e na Espanha.
As festas de São João ainda são comemoradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos. Em algumas festas europeias de São João são realizadas a fogueira de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados, semelhantes ao casamento fictício, que é um costume na dança da quadrilha.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, a quadrilha e o tambor-de-crioula.
As festas juninas brasileiras podem ser divididas em dois tipos distintos: as festas da Região Nordeste e as festas do Brasil caipira, ou seja, nos estados de São Paulo, Paraná (norte), Minas Gerais (sobretudo na parte sul) e Goiás.
Na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura. No Nordeste brasileiro se comemora, com pequenas ou grandes festas que reúnem toda a comunidade e muitos turistas.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos, onde encontra-se fartura de comida, quadrilhas, casamento matuto e muito forró. É comum os partcipantes das festas se vestirem de matuto, os homens com camisa quadriculada, calça remendada com panos coloridos, e chapéu de palha, e as mulheres com vestido colorido de xita e chapéu de palha.
Em Campina Grande, na Paraíba, a festa junina atrai milhares de pessoas. A canjica e a pamonha são comidas tradicionais da festa na região, devido à época ser propícia para a colheita do milho. O lugar onde ocorrem os festejos juninos é chamado de arraial, onde há barracas ou um galpão adaptado para a festa.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Comidas típicas.

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos de milho: pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo e suco de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
Que delícia! Só de imaginar tudo isto já dá água na boca.
Os grandes santos que comemoramos neste mês, mais do que ninguém souberam partilhar e amar a todos, por isso, acreditamos que a essência desta festa esta é o exercício da partilha. Guiados pelo amor e pela caridade destes santos populares, partilhe você também e participe desta festividade, na quermesse da sua paróquia, em casa com seus familiares e amigos, e assim preservar nossa cultura e o importante ambiente familiar. Vamos festejar sô!

Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo, rogai por nós!
 
Evandro Oliveira e Diana Darré
Voluntários da Imaculada-Padre Kolbe
 
Fonte: História da Festa Junina - Origem da Festa Junina, www.brasilescola.com/detalhes-festa-junina/origem-festa-junina.htm‎